DESAFIOS MACRO MAS CRESCIMENTO SUSTENTADO
Para 2026, o mercado de franquias projeta a continuidade do crescimento consistente, embora com atenção aos desafios macroeconómicos globais. Segundo a ABF – Associação Brasileira de Franchising, o setor encerra 2025 com resultados sólidos, confiança fortalecida e perspectivas positivas para 2026.
O mercado de franquias no Brasil entra em 2026 dividido entre a cautela imposta pelos fatores macroeconómicos e a euforia das oportunidades de consumo de curto prazo. Dados da ABF confirmam que o setor encerrou 2025 com faturamento sólido, acima dos R$ 293 bilhões.
Ameaça Silenciosa: Juros Altos e Inadimplência
A maior preocupação dos franqueadores não está no consumidor final, mas sim na fonte de investimento. A manutenção da taxa Selic em patamar elevado impacta diretamente a capacidade do novo empreendedor de obter crédito. A resposta da ABF e das grandes redes a esse desafio é a consolidação dos modelos low-cost. As Microfranquias (investimento de até R$ 135 mil) tornam-se o principal motor de atração, com foco em modelos ‘home-based’ e serviços recorrentes.
Copa do Mundo: Um Feriado de Consumo
O calendário da Copa do Mundo de 2026 (junho e julho) gera um efeito paradoxal. Enquanto o evento tende a atrasar o fechamento de novas unidades, é um gatilho de superaquecimento de vendas para segmentos específicos.
• Vencedores: Segmento de Alimentação (crescimento de 12,7% em 2025) e Lazer/Entretenimento.
• Desafios: Serviços de agendamento (Educação, Estética) enfrentam cancelamentos e reagendamentos. Eleições e a Incerteza Seletiva
O ano eleitoral de 2026 acrescenta uma camada de cautela. Grandes franqueadores tendem a adiar decisões estratégicas de aquisição ou abertura de novas lojas próprias até que o cenário político se defina. No entanto, o franchising serve como refúgio de segurança para o empreendedor individual. A incerteza política não freia a busca por negócios que oferecem um modelo de risco mitigado e marca consolidada.
Projeção ABF: O crescimento de faturamento para 2026 é projetado em torno de 8% a 10%, puxado não pela quantidade de novas lojas físicas de alto custo, mas pela eficiência e lucratividade das unidades mais enxutas e tecnológicas. O setor se adapta ao custo do dinheiro, priorizando a gestão e a inovação para manter sua trajetória de expansão consistente.
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