Apatia empresarial e derrocada econômica

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial


Caros leitores, relutei muito em retomar a abordagem político-econômica para este texto que agora escrevo, olhando pela janela do meu escritório na região da Avenida Paulista o caldeirão em fogo constante e ameaçando ferver a qualquer momento, por conta do atual panorama. Foi então que concluí ser impossível no momento escapar a essa pulsão, e decidi me render.

E não é com lamento que vejo a sociedade civil acordar da apatia na qual se enfiou em anos recentes, alimentada em seus sonhos (e em muitos devaneios brazuca-megalômanos é verdade) e em suas geladeiras e contas bancárias, por conta de um ciclo econômico e político sem sustentação e que agora se extinguiu, nos mandando a fatura com juros, correção monetária e elevação das taxas tributárias. A vida é assim -  e a história está aí para comprovar-  maluquices ideológicas de esquerda e de direita sempre terminam em frustração, pesar e arrependimento. Contudo, o aprendizado fica, e aprender com isso é uma obrigação.

Porém dessa nossa sociedade tão multifacetada, que os ideólogos de plantão tentam a todo custo rotular como “a elite”, ‘a burguesia”, “os trabalhadores”, “a elite branca”, “a voz das ruas”, “o povo” etc. etc pinça-se um grupo (como tantos outros) que caracterizam o ambiente empreendedor.

Eles estão presentes em todas as classes sociais, mas de uma maneira geral compram riscos, e assumiram um modo de vida onde são os próprios geradores dos meios que resultam no seu sustento ou acúmulo de capital. Mais do que isso, enfrentam o holocausto burocrático no qual o nosso ambiente de negócios se transformou, dão como quase certo a derrota em quase qualquer ação trabalhista que contra eles seja movida, e ainda precisam conviver bem humorados com os estigmas ideológicos (ah me esqueci, precisam participar também de iniciativas sócio-ambientais voluntárias, mesmo que o negócio ocupe uma sala de apenas vinte metros quadrados). Em resumo, essa gente rala -  e sem reconhecimento - mas talvez estejam atuando sem perceber, fortalecendo as iniciativas dos seus próprios algozes, ao não se organizarem.

Sabemos que uma democracia moderna, sólida, próspera e madura depende da atuação equilibrada de todas as forças que politicamente podem se expressar, e se uma destas forças se cala, o conjunto todo se subtrai com o benefício do contraditório desaparecendo. Assim, um empresariado desarticulado tende a permanecer em cima do muro (sim existe uma legião de insatisfeitos e indignados), e sem coesão sofre a diluição dos seus pleitos, que de maneira geral, podem apostar, converge totalmente com a linha da razoabilidade desejada pela esmagadora maioria da população (aqui sem rótulos), ou seja, viver em paz, com liberdade, credores dos serviços públicos que devem se obrigar a ser bons diante da carga tributária exorbitante que pagamos, com instituições fortes que nos protejam de absurdos, maluquices e experimentos ideológicos dogmáticos, e com isso prosperar e fazer prosperar.

Trata-se portanto de uma força política adormecida, ainda em apatia, com setores importantes caindo nas garras da cooptação do poder estatal (esse último acaba sempre dando em cadeia ou em noites mal dormidas regadas a tarjas pretas), tendo que suportar a bota regulatória cada vez mais hostil, impostos opressivos e uma economia por vezes tocada por ineptos condutores de experimentos.

O contrário, resultaria em normalidade, estabilidade, mantendo lubrificadas as engrenagens do pendulo democrático, maior bolo de riqueza a se distribuir pelo trabalho e certamente dias mais amenos.

Até o próximo.

 

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A auto-sabotagem empresarial e seus mandamentos

 

A auto-sabotagem empresarial e seus mandamentos

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

Caros leitores, poucos empreendimentos são tão complexos, tão viscerais e envolventes do que montar um negócio e dele sobreviver. Envolve trabalho duro, disciplina absoluta, disposição a inúmeros sacrifícios, sangue frio, eventualmente alguns enfrentamentos familiares difíceis (com consequências inesperadas), além do desprendimento diante do abismo que pode se abrir no meio do caminho.

Durante um bom tempo, o empreendedor vive a vida no fio da navalha, num constante gerenciamento de riscos e em permanente expectativa. No percurso, muitos valores e capacidades são acessados e por vezes desenvolvidos. Força de caráter, determinação, capacidade de superação constante, concentração, Com o tempo, e depois de uma boa estrada percorrida, o êxito se aproxima e com ele surge uma nova classe de riscos e perigos. Alguns destes, com impactos de toda ordem, priorizam afetar e operar na mente do empresário, sendo portanto essencial o seu reconhecimento, sem o qual será impossível combatê-los.

Tratam –se dos efeitos da auto-sabotagem, muito comuns quando a fase mais crítica já passou e se experimenta os louros da vitória (que quase sempre é efêmera quando nos descuidamos). Fruto de um conjunto de equívocos de julgamento e permeado de preconceitos irreconciliáveis, eles podem matar o futuro da sua empresa para sempre.

Assim senso, listamos alguns mandamentos para nunca seguir.

1. Crie complexidades gerenciais, abandonando a simplicidade, burocratizando com novas “modinhas” de gestão e conceitos propalados por “especialistas” que jamais construíram um único empreendimento bem sucedido que seja.

2. Se estiver vivenciando uma fase de bonança econômica, com o alto empresariado em estado de graça (principalmente se for em apoio ao governo de plantão) mídia internacional glorificando a pujança do seu país e a mídia interna despejando boas notícias cotidianamente, desenvolva a crença de que daqui em diante tudo o que se pode esperar é mais êxitos, mais mercados e por conta disso você pode finalmente relaxar um pouquinho.

3. Uma vez absolutamente convicto do sucesso do seu plano de negócios, tome dívidas financiando o seu capital de giro (sem se importar em enxugar para valer a sua estrutura) e sem nenhum plano de contingência.

4. Após colecionar algumas vitórias deixe a mente voar, pensando grande, muito grande e longe. Afinal você não chegou aqui por acaso e uma “energia” o acompanha e protege. Com esse caldo deixe a sua megalomania fluir, afinal de contas você sabe que pode vencer todos os obstáculos que surgirem, basta acreditar. E além do mais você está sempre acompanhado pelo signo da sorte, e pode contar com ela.

5. Após os primeiros tempos mais difíceis e depois de alguns sacrifícios duros enfrentados, ao invés de tornar a experiência passada em uma estrutura cultural permanente na espera de novos tempos também complicados, afrouxe um pouco ! Não seja tão duro com você mesmo e sua equipe, deixe de lado essa disciplina financeira tão rigorosa e deixem as coisas fluir mais naturalmente.

6. Reduza a carga de trabalho, e pare de pensar tanto assim em outras inovações ou aperfeiçoamentos. Você lutou muito para estar aqui, agora é hora de relaxar;

7. Contenha um pouco os seus críticos e se eles forem internos coloque-os logo na geladeira. Gente assim só serve para atrair “energias” más e acabam por desestruturar o clima “positivo” do ambiente. Neutralize o senso crítico ao redor o mais rápido que puder, não deixe que isso influencie negativamente o resto da equipe;

8. Depois de tanto tempo construindo o seu negócio com rigor e disciplina operacional e financeira, cumprindo prazos, e primando pela eficiência honrando compromissos oferecendo total confiabilidade, já é hora de relaxar um pouco, caso contrário talvez o senso lúdico se vá para sempre, sem contar  com o senso de humor  - essencial ao processo inovador – que pode ser evaporado definitivamente com essa história toda de disciplina e organização ;

9. Na hora de contratar, esqueça um pouco essa caretice de formação, ética e capacidade profissional, em prol de pessoas mais divertidas e menos carrancudas. A energia que elas trazem pode provocar transformações inesquecíveis (E não perca tempo tentando conciliar, procurando os dois perfis no mesmo corpo, pois essa gente muito séria no trabalho é chata demais).

10. deixe de lado a crença de que algo poderá dar errado no futuro, desapegue-se disso, e apegue-se à certeza do sucesso. Ai sim, tudo vai dar certo, basta acreditar.

 

Até o próximo.

 

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A Dona Sorte anda brava com o Brasil e apresenta a fatura

 

A Dona Sorte anda brava com o Brasil e apresenta a fatura

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

Caros leitores, a Dona Sorte anda chateada com o nosso Brasil, logo ele que é um país tão sortudo. Mas saibam - andei me informando com alguns especialistas - que chateação de Sorte não é lá uma coisa tão simples. Parece que não se trata de uma discussão qualquer, de um desentendimento trivial. Me disseram que ela é meio brava, e quando contrariada costuma abandonar os seus filhos, e isso não é nada bom para quem conta tanto com ela. Soube também que ela é muito justa.

Me explicaram assim, ela está sempre mais ou menos presente, sempre tentando contrabalançar os efeitos do azar, e faz isso espontaneamente, sem cobrar nada de volta. Porém, não tolera ser tida como líquida e certa, como que fazendo “nada mais que sua obrigação” e é aí que o caldo entorna. Quando se dá conta de que não está sendo valorizada, fica muito triste, depois brava, e no final decide cair na estrada, ou dar um pé em quem não valorizou a sua voluntariosa disponibilidade. Simples.

Mas antes de criticá-la pela decisão em se chatear com o nosso Brasil varonil, vejamos os seus motivos. Sejamos claros, ela nos deu tanto. O maior litoral do mundo, a ausência de inseguranças sísmicas nos protegendo da iminência de catástrofes naturais, a maior reserva de água doce do planeta, clima e terra excepcionais para quase todas as culturas agrícolas, recursos minerais abundantes, governantes que no passado, por mais estranhos que parecessem e questionáveis em muitos atos, se preocuparam em manter a ferro e fogo a nossa unidade e extensão territorial, e é claro depois disso – talvez até mesmo sendo esse mais um golpe da própria sorte – atraímos gente do mundo todo produzindo assim um caldo cultural único, presente apenas em pouquíssimas e robustas nações, e imprescindível ao “soft power” e à economia também por conta da diversidade de distintas capacidades e claro com a devida vantagem demográfica, essencial ao dinamismo econômico.

Mas creio que abusamos, nos aprofundando em crenças vazias, como por exemplo a nossa capacidade criativa, que de fato existe, mas também existe em qualquer lugar onde a adversidade se impõe as soluções. Se o leitor discorda, insisto e sugiro um olhar sobre o cotidiano em Serra Leoa, para ver que a capacidade de improvido e de superação surgem com as adversidades, mas isso em nada remete ao aproveitamento das oportunidades que a Dona Sorte nos legou. Está mais para o fatalismo “vamos sobrevivendo, fazer o que” do que para o construtivo “chegamos lá e queremos manter e melhorar”

A nossa sociedade estigmatiza o perfil psicológico do cidadão previdente, planejado e pragmático. O cumpridor de horários, de normas, de tarefas assumidas, de compromissos “e das leis”, o eficiente. Em ambientes corporativos por exemplo, esse tipo recebe logo o rótulo de “certinho” e “operacional” (já escutei também a expressão “esse é fazedor, não funcionada para a estratégia”), e com isso relegado ao subsolo do esquecimento, do anonimato.

Como se prodígios econômicos, científicos, tecnológicos ou industriais, fossem desprovidos do método, do rigor executório, do “fazedor”.

Rogo para que os momentos críticos que atravessamos com a evaporação econômica e empresarial brasileira batendo na porta e no noticiário cotidiano, com os riscos energéticos que podem nos colocar em um debacle econômico sem precedentes e com o eminente cenário de escassez hídrica, e ainda com tudo isso, permeados por uma das maiores cargas tributárias do mundo (mas desprovidos dos serviços e ações públicas que deveriam corresponder a tanto dinheiro arrecadado) e uma crescente e avassaladora burocracia estatal regulatória, possamos decidir de uma vez por todas em abandonar o improviso, a gambiarra, as crenças patéticas do “povo feliz que não desiste nunca” e incorporemos o caminho da razão e da sensatez, deixando as prisões ideológicas para os bobos de plantão (que sempre existirão, mas que ninguém leva a sério, em lugares para serem levados a sério).

Dessa forma, quem sabe, possamos reatar com a Dona Sorte, que sente muito sono diante de filhos eufóricos quando as coisas vão bem justamente por causa dela, a sorte, mas que no momento está cansada de papo furado e já apresentou a sua fatura.

Mas antes teremos de pagar a conta.

Até o próximo.

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Em tempos de turbulência, o equilíbrio vem de cima

Em tempos de turbulência, o equilíbrio vem de cima

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

 

Por: Carlos Jenezi, especialista em desenvolvimento de produtos e articulista da Plataforma Brasil Editorial.

As empresas são o reflexo de seus líderes, não há como negar. Dentre tantos conceitos e verdades sobre o mundo corporativo, essa é umas das que perduram e resistem ao passar do tempo. Não existe missão, visão, valores ou qualquer frase bonita em um quadro na parede que supere o papel do líder na construção da cultura de uma empresa. A razão é muito simples: são eles que tomam as principais decisões.

 

Quando falamos em cultura, falamos de um conceito difícil de descrever. Em resumo é a cara que empresa tem perante o mercado, seus clientes, funcionários. É o caminho estratégico (um dos mais importantes) que ela escolher para si como rota para o sucesso, o modus operandi que supostamente a diferencia dos concorrentes e a faz chegar em suas metas de longo prazo.

 

Neste contexto, colocar os gestores como principais “guardiões da cultura” funciona relativamente bem na maioria das vezes, já que os líderes costumam ser contratados, entre outros motivos, por sua adequação aos conceitos de gestão – em diversos aspectos – que a empresa prega e que em algum momento escolheu como caminho a seguir. O problema está no período de crise. 

 

Empresas com cultura corporativa fraca costumam sucumbir ao menor sinal de problema, normalmente por despreparo de seus líderes em lidar com as tempestades que as empresas impreterivelmente irão passar ao longo do caminho. O que acontece com bastante frequência é justamente a liderança abandonar temporariamente os pilares de gestão em busca de uma solução rápida para a crise, num tipo de “licença poética” para abandonar as regras do jogo em busca da salvação. O que estão fazendo na verdade é enfraquecer ainda mais a corporação, justamente no seu pior momento, um verdadeiro suicídio. Isso se reflete em cortes irracionais de investimentos (não custos!), mudanças bruscas na estratégia, pressão desproporcional sobre colaboradores, entre tantos outros tropeços. Aqueles que deveriam passar tranquilidade e segurança para a empresa acabam transmitindo nervosismo e insegurança, agravando ainda mais a crise.

 

Atuar com equilíbrio e serenidade em períodos tempestuosos é uma característica que todo líder deveria buscar em sua vida profissional. Não é algo fácil de se alcançar, já que as pressões contrárias são muitas, sejam elas do mercado, dos acionistas ou até mesmo dos outros gestores. Manter a confiança na estratégia, na cultura, ou seja, nos pilares de gestão, é ter confiança na própria empresa, além de respeitar a sua história.

 

Atuando ou não dessa forma, provavelmente a empresa irá sobreviver, a tempestade irá passar e logo virá a bonança. A questão é: qual empresa sobrará?

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