Em tempos de turbulência, o equilíbrio vem de cima

Em tempos de turbulência, o equilíbrio vem de cima

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

 

Por: Carlos Jenezi, especialista em desenvolvimento de produtos e articulista da Plataforma Brasil Editorial.

As empresas são o reflexo de seus líderes, não há como negar. Dentre tantos conceitos e verdades sobre o mundo corporativo, essa é umas das que perduram e resistem ao passar do tempo. Não existe missão, visão, valores ou qualquer frase bonita em um quadro na parede que supere o papel do líder na construção da cultura de uma empresa. A razão é muito simples: são eles que tomam as principais decisões.

 

Quando falamos em cultura, falamos de um conceito difícil de descrever. Em resumo é a cara que empresa tem perante o mercado, seus clientes, funcionários. É o caminho estratégico (um dos mais importantes) que ela escolher para si como rota para o sucesso, o modus operandi que supostamente a diferencia dos concorrentes e a faz chegar em suas metas de longo prazo.

 

Neste contexto, colocar os gestores como principais “guardiões da cultura” funciona relativamente bem na maioria das vezes, já que os líderes costumam ser contratados, entre outros motivos, por sua adequação aos conceitos de gestão – em diversos aspectos – que a empresa prega e que em algum momento escolheu como caminho a seguir. O problema está no período de crise. 

 

Empresas com cultura corporativa fraca costumam sucumbir ao menor sinal de problema, normalmente por despreparo de seus líderes em lidar com as tempestades que as empresas impreterivelmente irão passar ao longo do caminho. O que acontece com bastante frequência é justamente a liderança abandonar temporariamente os pilares de gestão em busca de uma solução rápida para a crise, num tipo de “licença poética” para abandonar as regras do jogo em busca da salvação. O que estão fazendo na verdade é enfraquecer ainda mais a corporação, justamente no seu pior momento, um verdadeiro suicídio. Isso se reflete em cortes irracionais de investimentos (não custos!), mudanças bruscas na estratégia, pressão desproporcional sobre colaboradores, entre tantos outros tropeços. Aqueles que deveriam passar tranquilidade e segurança para a empresa acabam transmitindo nervosismo e insegurança, agravando ainda mais a crise.

 

Atuar com equilíbrio e serenidade em períodos tempestuosos é uma característica que todo líder deveria buscar em sua vida profissional. Não é algo fácil de se alcançar, já que as pressões contrárias são muitas, sejam elas do mercado, dos acionistas ou até mesmo dos outros gestores. Manter a confiança na estratégia, na cultura, ou seja, nos pilares de gestão, é ter confiança na própria empresa, além de respeitar a sua história.

 

Atuando ou não dessa forma, provavelmente a empresa irá sobreviver, a tempestade irá passar e logo virá a bonança. A questão é: qual empresa sobrará?

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Empreendedorismo suicida: fuja disto

 

Empreendedorismo suicida: fuja disto

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

Sabemos que o empreendedorismo é uma atividade de fé, de crença em uma ideia fundamentada, de um estado de espírito. É também conhecida a elevada dosagem de auto confiança e coragem necessárias para se tocar um negócio, com todos os riscos e perigos envolvidos.

Requer muita análise, desprendimento, e mão na massa. Mas não é só isso. Exige a cabeça firme, acoplada ao pescoço, e os pés devidamente plantados no chão. Em resumo, requer um ingrediente fundamental (e raro): bom senso. É ele que vai transmitir confiança e tranquilidade a sócios, parceiros, banqueiros, colaboradores e investidores.

Sem ele, poderá até escutar gracejos admirados diante da sua coragem em enfrentar perigos que nenhum deles jamais enfrentaria, mas também observará que não moverão uma única palha na direção dos seus propósitos.

Ser detentor de crédito, é algo maior do que capacidade de pagamento. Passa pelo conceito de credibilidade, pelo respeito profissional construído por meio da sua capacidade de analisar e assumir riscos possíveis, calculada e cuidadosamente.

Um empreendedor que acredita ser um super-herói acaba por se tornar um radical, cuja cegueira diante dos abismos o empurra rumo à inadimplência, ao descumprimento de contratos, ao não reconhecimento financeiro.

De toda forma, saiba que mesmo percebendo que raciocina como um radical, o mais importante é que na hora de agir, o bom sendo seja recuperado, e os pés não saiam do chão evitando decolagens desastrosas.

Sendo assim, observe as dicas abaixo e fuja desta armadilha:

1. Diante do inevitável, da realidade nua e crua, não se engane, enfrente os problemas com clareza e objetividade.

2. Estabeleça claramente a reserva de recursos pessoais que serão aportadas no seu negócio, colocando os devidos limites para que em caso de insucesso o seu patrimônio pessoal não vire pó.

3. Não negue a realidade, por mais dura que ela seja. Só o fato de reconhecê-la adequadamente e de forma lúcida, já é o suficiente para evitar o pânico entre credores, parceiros e investidores.

4. Acredite em você e na sua ideia ou projeto, mas evite se levar tão a sério. Faça a uma auto crítica recorrentemente.

5. Não descarte a experiência de empresários dotados de maior vivência, e que estão tentando alertá-lo . Antes de tampar os ouvidos, escute e analise. Se for o caso jogue os conselhos no lixo, caso contrário, agradeça e mude de rota.

6. Evite modismos de ocasião. Seja sólido e tenha personalidade. Você não precisa seguir modelos enlatados.

7. Nunca se esqueça de que uma empresa precisa gerar lucro e trazer o seu merecido prêmio financeiro. Se esse não é o foco principal monte uma ONG, ao mesmo lhe possibilitará as devidas isenções fiscais.

8. Por mais que se sinta confiante, preserve o mínimo de ceticismo, sobre os outros e sobre você também.

9. Não fique constrangido ao reconhecer erros e mudar de rota, por mais que tenha sustentado o contrário. 

10. Se for o caso, saiba a hora certa de cair fora e encerrar temporariamente o seu sonho. Em seguida avalie os erros e recomece mais experiente.

 

Boa sorte e até o próximo

 

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Votos para um empreendedorismo ainda mais forte em 2015

Votos para um empreendedorismo ainda mais forte em 2015

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Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, quando 2014 se iniciou, escutei de muita gente que este seria o ano que “não aconteceria”. Não era para menos, economia capengando, eleição a diante, copa do mundo a espreita com obras de infraestrutura pela metade, ou seja, um quadro bem previsível de soma zero.

Soma-se a isso a carga de paciência geral indo para o ralo e pronto, um diagnóstico precipitado surge com a mesma velocidade com que defesas ideológicas de campanha são abandonadas a luz da realidade que se impõe.

Mas a verdade é que 2014 aconteceu, e não foi pouco. A economia causando arrepios e novas emoções a cada semana, uma copa do mundo tomada de desabafos e uma campanha presidencial arrepiante jamais resultariam em marasmo e sono.

Ao contrário, o que se viu foram nervos a flor da pele, ansiedade pelo futuro e a velha incessante luta pela sobrevivência do setor produtivo, sempre estigmatizado, taxado e freado pela nossa masmorra burocrática.

Convenhamos, não se pode dizer que um ano assim não foi vivido. Afinal de contas, a vida é assim mesmo, difícil e prodigiosa, agradável e suada.

Então, para não cometermos o mesmo erro, proponho iniciarmos 2015 com alguns votos.

Vamos lá:

No mundo corporativo:

1. Que de uma vez por todas, o mundo corporativo se divorcie das modinhas cosméticas de gestão e passe a fazer piada das suas certezas absolutas;

2. Que empreendedores, gestores e avaliadores de pessoal estejam vacinados contra os desempenhos cênicos e a oratória de profissionais performáticos e no lugar disso valorizem a lógica dos argumentos, a execução concreta, a disciplina e a capacidade comprovada de realização;

3. Que as empresas abandonem a instabilidade como cultura permanente, e passem a entendê-la como um problema a ser resolvido e não como uma solução ou qualidade sem nexo algum. E em consequência, nunca mais será escutado em uma reunião ou encontro de negócios, expressões do tipo “Sou um cara movido por mudanças”, como se a mesma representasse um adjetivo qualitativo;

4. Que chefes sejam simplesmente bons chefes, dotados de aptidões para a liderança (já estaria de bom tamanho), sem as propaladas pretensões rocambolescas, de se tornar “O Líder”, ou “O Grande Líder” ou quem sabe “O Grande Timoneiro”;

5. Que ninguém seja cobrado para ser politicamente-correto, mas estimulado a dizer a verdade, a ser honesto, mesmo que não agrade;

6. Que abandonemos as frases feitas e o pobre lugar comum, por cultura e aprofundamento;

7. Que possamos reduzir o excesso de burocracia que trava o nosso desenvolvimento.

 

Na política e na economia

8. Que o mundo empresarial abandone a ideia de que a política é lugar apenas para políticos profissionais, sindicalistas, ativistas ou agitadores desta ou daquela tendência, pois é justamente por essa falta de participação e engajamento que vivemos no Brasil, absurdos como: a) meses para se abrir uma empresa; b) uma massacrante burocracia permeando a vida empresarial; c) uma legislação trabalhista absolutamente antiquada e desestimulante para a geração de empregos formais; d) uma brutal insegurança jurídica, aliada a um panorama regulatório que está entre os mais complexos, instáveis e disfuncionais do mundo; e) a maior carga tributária do planeta, sem retorno equivalente em benefícios públicos. (Não para por aqui, existem muitos outros);

9. A compreensão de que engajamento, participação crítica e estruturante nos debates públicos que envolvem a iniciativa privada, persistência e tenacidade serão os únicos e grandes aliados para conquistarmos relevância na competitividade internacional;

10. Que possamos contar com o contraditório provocado pela instituição da “oposição política” (calma, aqui o desejo vale para todas as esferas: municipal, estadual e federal), porque sem ela não há a construção do debate de ideias, o viés puramente ideológico torna-se verdade absoluta, e sabemos muito bem que fora o bom senso econômico - da eficiência da produtividade e do conceito que se investe mais quando se gasta menos no custeio -, ideias fixas e envoltas no manto da falsa superioridade moral e blindadas do bombardeio crítico geralmente resultam em pibinhos, catástrofes econômicas e prejuízos para o desenvolvimento social.

11. Que de uma vez por todas, paremos de atacar o senso de “ambição/ competição” pois na maioria das vezes, nos frigir dos ovos, ele faz muito mais do que se imagina pela tão aclamada e perseguida justiça social.

Que seja um grande ano!

 

Até o próximo

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