Refletindo Sobre 2017

 

 

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, depois de um ano tão animado como foi o de 2016, pensei que seria importante um conjunto de reflexões para 2017.

Períodos de crise podem sim representar a abertura de oportunidades, e isso não é um clichê chinês

Esteja você empolgado  ou aturdido com os acontecimentos, o fato é que teremos de sobreviver.

Bonança e derrocada. Elas sempre existirão

Enquanto a sobrevivência vai se impondo, vale a pena repensar alguns tópicos atemporais, sempre válidos tanto para a bonança, quanto para a derrocada.

Contudo, para deixar bem claro, sim, tenho lado bem definido, e embora não me classifique como um liberal radical, defendo aqui assumidamente a doutrina liberalizante.

Algo que venha para se perpetuar, fortalecendo o universo privado

Que como sabemos, contempla do banqueiro e grande industrial, à Dona Silvia que é manicure e decidiu abrir o seu salãozinho em uma portinha na comunidade em que vive.

Com menos burocracia e complicações desnecessárias

 Sim, a Dona Silvia, também é massacrada pela burocracia, pelas chatices, burrices e incompetências sempre presentes na ação do excessivo (e dispendioso) aparato estatal de controle.

E para os politicamente corretos e bons mocinhos de plantão, afirmo que no extenso arco da sociedade civil, Dona Silvia, donos de bancos e de indústrias são igualmente importantes, necessários, e merecedores de atenção.

Direto ao ponto, em 2017

O caos nasce antes na mentalidade das pessoas

A empolgação econômica, descuidada, sem critério e desprovida de senso crítico sempre conduz ao caos;

Dando nome aos bois

O Estado brasileiro é “macunaímico” e incompetente na raiz (em outras grandes nações isso não é diferente), logo, precisamos depender cada vez menos de suas canetadas

Hora de deixar os excessos e cuidar do dever de casa

Empresários e empreendedores precisam parar com o cafonismo do bom mocismo de uma vez por todas e ser apenas bons e corretos cidadãos. Já é bastante.

Neste contexto, segue-se apenas a legislação em vigor (sempre atento e lutando para que as exigências excessivas sejam atenuadas), mas sem se exceder com outras questões sócio-psicodélico-ambientais.

Em resumo, que tal fazermos o dever de casa?

Ou, que tal pararmos de nos preocupar com o “macaco prego”, e no lugar disso cuidar bem dos nossos próprios funcionários?

Pode ser polêmico, mas creio que o nosso foco seja cuidar da sustentação econômica e competitividade de nossos produtos e serviços. Não estou certo?

Sim, a ambição possibilita financiar muitas causas.

 Afinal de contas, sem isso, como haveria recursos para doações destinadas a cuidar do “macaco prego”?

Encaremos a competitividade como ela é. Exigindo a abertura de mercados, no lugar de procurar a barra da saia do estado

A proteção a setores industriais pode muitas vezes contribuir para a degeneração destes mesmos setores.

Mimando-os, o estado contribui para diluir o gênio inventivo de empreendedores que muito provavelmente cresceriam em situações adversas.

Sim é preciso defender interesses nacionais, e isso é papel do estado. Mas passar a “mão na cabeça” é outra história.

Menos financiamento estatal e mais Equity

O mundo privado precisa aprender a contar essencialmente com o investimento e com o financiamento estruturado de origem privada.

Com agentes privados, cobrando resultados e eficiência, deixamos o fomento público para os setores estratégicos nacionais.

(Mas com rigorosa vigilância civil. Ajuda muito para evitar os desvios de dinheiro, por exemplo. Coisa rara de acontecer, com a grana originada nos cofres públicos);

Tributos em declínio e recolhidos de forma simplificada

O empresariado e a sociedade civil precisam berrar alto contra a elevação de tributos.

As ineficiências estatais precisam ser resolvidas dentro do orçamento público já existente.

Fica muito fácil produzir bobagens inchando a máquina pública e depois descarregando o problema em cima do seu bolso.

A sugestão aqui é corte na carne, e simplicidade.

Voz ativa para quem assume riscos

Um empresariado sem voz ativa e desorganizado será sempre refém do humor do Estado e suas eventuais maluquices;

Evitemos um mundo de ideias absolutas

Nada se recicla de fato, ou se renova com ideias absolutas não permeáveis ao senso crítico.

Para encerrar, crise é oportunidade (mas isso não afasta a dor);

Construiremos dias melhores, certamente. Não é hora de esmorecer.

Feliz 2017!

 

Até o próximo.

Não Deixe o Lero Lero Corporartivo Engolir Você

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Vamos lá leitor, você que agora está aí diante deste texto provavelmente é um empreendedor, e se ainda não é, já deve ter entrado com a documentação (sic).

Ninguém tem tempo para perder

E talvez você não tenha a menor intenção de se tornar um empresário, mas mesmo assim tenta agir com autonomia e iniciativa no seu ambiente de trabalho. Tudo certo, de uma forma ou de outra você é um indivíduo que não tem tempo para perder.

Não deixe o seu tempo ser consumido por conversas cosméticas

Como sabemos, o tempo se configura como um recurso por si só. Caro, cada vez mais escasso e precioso. Sim, aqui vale a velha e surrada afirmação: tempo é dinheiro.

E saiba que ele está em perigo

Diante dessa realidade é bom que saiba, o seu tempo pode estar sob ataque.

Ele é disputado pelo governo e sua burocracia, clientes, vendedores, parceiros de negócios, pela sua família, entes queridos. Mas até ai não há o que fazer. Faz parte do jogo.

Contudo, saiba que existe um rolo compressor que pode drenar a sua energia e sua disponibilidade de agenda como ninguém ousaria. Trata-se dos arautos dos modismos corporativos.

Eles não querem apenas o seu dinheiro arduamente conquistado.

Querem a sua consciência, querem doutrinar os seus valores, e influir na forma como conduz os seus negócios. Eles vão tomar o seu tempo, e nunca mais vão devolver.

Aqui vale uma ressalva, existem sim alguns modismos que são dotados de consistência, e em pouco tempo transformam-se de modinhas de ocasião em sólidos conceitos.

Como separar modismos baratos de novidades interessantes?

Mas a questão é quando saber por antecedência que isso vai acontecer?

Ou então, como identificar numa nova onda, um conceito antigo, que na verdade você já aplica mas que agora vem rebatizada com algum nome bobo qualquer?

Para ajudá-lo a gerir esse mosaico de informações que nos despejam na cabeça, quase todo dia, evento após evento, preparamos uma lista de cuidados:

Vamos lá:

Passo 1. Antes de tudo, diante de qualquer “novidade”, vale a pergunta: Para que servirá isso?

O mesmo questionamento que os especialistas em educação financeira nos recomendam fazer antes de comprar uma bugiganga qualquer.

Passo 2. Esteja sempre atento.

Desconfie de qualquer conceito cuja descrição não seja clara, objetiva e direta.

A embromação é o recurso mais precioso dos vendedores do bobajal corporativo;

Passo 3. Avalie o “interior” do novo conceito.

Reflita sobre se isso já não se tratava de algo conhecido, e eventualmente já aplicado e em operação na sua empresa.

Rebatizar conceitos antigos de gestão é uma eficiente forma de enganar e tomar o seu dinheiro ou tempo.

Passo 4. Caso esteja diante de uma “novidade” que julgou interessante, pense cuidadosamente em sua aplicabilidade.

Nem todas as melhores práticas de gestão são aplicáveis em todas as empresas.

Passo 5. Ao decidir aplicar uma nova prática ou conceito avalie os riscos de implementação, envolvendo a adesão de sua equipe.

Sem comprometimento com a “novidade” é bem provável que a nova prática acabe por gerar boas piadas nos corredores e quiosques de café.

Passo 6. Nunca, jamais deixe de fazer um estudo de viabilidade, que possibilite mensurar em números o retorno que uma nova prática pode trazer.

Passo 7. Depois de implementada a nova prática, jamais impeça que sua equipe participe criticamente da novidade.

Isso traz o risco da não adesão, mas ao mesmo tempo possibilita a aplicação de ajustes e adaptações, além de preservar a inteligência do seu pessoal.

Passo 8. Não insista em algo que não recebeu adesão real da sua equipe.

Caso isso aconteça, é muito provável que o novo conceito não passe de mais uma inutilidade.

Passo 9. Siga a sua intuição e fuja.

Caso venha a sentir a sua “voz interior” dizendo baixinho  - pense bem, isso me parece meio bobo, meio idiota demais. 

Mas não faltarão motivos, caso decida passar longe dos modismo...

Veja aqui:

Motivo 1

Implantar práticas de gestão tidas como absolutamente coerentes apenas por conta do seu appeal, deixando de lado qualquer estudo de aderência operacional ou de viabilidade podem resultar em uma retumbante perda de tempo e de dinheiro;

 

Motivo 2

O espírito inovador e criativo de uma empresa nasce e se sustenta na maioria das vezes, diante de adversidades, complicações e desafios.

Quando ele morre ou definha diante da fácil importação de soluções mágicas e aparentemente imbatíveis, padece também a própria empresa e sua fertilidade para a inovação;

Motivo 3

Quando o senso crítico de uma empresa morre, sua equipe infantiliza, e mais e mais modismos podem ser incorporados.

Isso torna o cotidiano corporativo em um inferno chato e cansativo, espantando talentos e gente de alto potencial que não estão dispostos a desperdiçar tempo e habilidades em um ambiente tão sem propósito.

Pense bem. No mundo empresarial, nada pode fugir da lógica econômica.

 

Boa sorte e até o próximo.

Evite a derrocada

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, em tempos crise, aperto financeiro e delações bombásticas, nada poderia ser mais prejudicial para os seus negócios, do que seguir um roteiro do desastre.

Uma rota para se evitar

Mas como a ideia aqui é fugirmos dos “lugares comuns do soft business”, no lugar de apresentarmos uma receite de bolo sobre o que fazer, optamos por expor uma rota perfeita para se evitar.

“O óbvio sempre é esquecido”

Acredite você no que desejar, mas nunca se esqueça que alguns tropeços são atemporais, e mesmo muito óbvios, são facilmente observados nos desastres empresariais.

Entre sabotagens e tiros no joelho

Tratam-se de situações muito comuns, mas uma vez toleradas, podem afetar assassinando no berço iniciativas fantásticas, inovadoras e muito viáveis.

O estabelecimento de metas impossíveis

Acredite. Eu, você, a sua e a minha equipe possuem limitações.

“Sim, é possível que sua equipe instalada num centro de startups não consiga habitar Marte neste ano.  Que chato. Quem sabe no próximo”

Para evitar que as metas e objetivos traçados não se transformem em peça de folclore, por conta do mais absoluto descrédito, estabeleça apenas aquilo que de fato possa ser realizado.

Depois disso cobre com rigor.

A contratação de analfabetos funcionais.

Sim eles existem, e eventualmente podem ser encontrados nas melhores escolas.

Algo como, um gestor financeiro não dominar as práticas da matemática financeira, desconhecer princípios contábeis ou ferramentas e modelos de gestão financeira.

Fuja disto, sem piedade.

A institucionalização da desorganização.

Não há nenhum problema em um ambiente de trabalho informal, arejado e livre dos rigores corporativos tradicionais.

Esses ambientes podem (vejam bem, podem, mas não garantem nada) propiciar um ambiente de trabalho mais produtivo.

Outra coisa é a informalidade ocasionar a perda de documentos e informações importantes ou a dificuldade para se localizar contratos.

Um escritório de contabilidade confuso.

Equivale às doenças silenciosas e aparentemente indolores que atacam os seres humanos.

É algo que vai corroendo, dia após dia.

Arrebenta com a tranquilidade fiscal , destrói os controles internos, e fragiliza o aparato administrativo financeiro até se transformar em uma batata quente onde ninguém vai querer por a mão.

Mas a sabotagem pode acontecer antes, dentro de você mesmo, por meio de algumas percepções e conceitos furados

Aqui vão alguns deles

“Mas por favor, não façam isso em casa

1.

Ao fechar o primeiro grande contrato, assuma para você mesmo que de agora em diante tudo vai dar certo e passe a gastar por conta, tendo a certeza de que muitos outros virão.

 

2.

Se você trabalhava em uma grande empresa como executivo, de forma alguma deixe de lado as comodidades de antigamente.

Jamais comece a sua pequena empresa sem uma boa secretária bilíngue. Jamais monte seu escritório em um endereço modesto com um pequeno espaço.

E não esqueça de investir pesado na decoração.

 

3.

Independentemente do porte do seu negócio ou mesmo da necessidade, trabalhe duro para adequar a sua cultura empresarial aos modismos de gestão da ocasião.

Aplique tempo e dinheiro nisso.

 

4.

Mantenha sempre um cego e exuberante otimismo, pois ser pragmático e cuidadoso representam comportamentos retrógados e conservadores.

Não peca o seu tempo avaliando os riscos, e deixe de uma vez por todas os pensamentos negativos para trás.

 

5.

Reaja com irritação, sempre que escutar um relato ou análise sobre determinado problema, que não coincida com a sua opinião.

 

6.

Peça sugestões para pessoas mais experientes sobre os problemas da empresa.

Porém, ao escutá-las, apoie apenas e exclusivamente aquelas que coincidam com suas ideias e concepções.

Elimine esse papo de senso crítico.

7.

Fortaleça e promova única e exclusivamente, os colaboradores que lhe dirijam elogios, reconhecimento, aceitação e apoio como chefe/ líder.

 

8.

No trato com seus colaboradores e ao transmitir instruções ou orientações, não seja prático ou direto.

Adote uma comunicação oblíqua, difusa, holística e rarefeita. Abandone para sempre o hábito da objetividade.

 

9.

Combata as atitudes e posicionamentos dotados de personalidade e senso crítico, promovendo sempre o “senso comum” e as “frases de efeito”.

 

10.

Não admita em nenhuma hipótese os erros que você mesmo cometeu. Isso pode enfraquecer a sua liderança.

 

11.

Desaprove com vigor aqueles que assumem os seus próprios erros, por mais honestos que sejam.

Afinal de contas o sua empresa nasceu para ser grande, e por isso mesmo é um lugar para profissionais perfeitos.

 

A lista poderia ser mais longa e de um humor ainda mais ácido, mas se conseguir evitar as situações que descrevemos, estará dando um decisivo passo para a prosperidade e solidez do seu negócio.

Boa sorte.

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

Meritocracia Em Sua Empresa

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, poucas vezes um conceito foi tão propalado e reconhecido em sua  capacidade geradora de benefícios.

Vacinado de modinhas de ocasião

Talvez o motivo esteja na simplicidade do seu significado, mas também pode estar no reconhecimento do óbvio ululante, e isso é muito saudável.

No frigir dos ovos, os resultados precisam aparecer, como sempre.

Afinal de contas, convenhamos, poucas coisas são menos estimulantes do que um ambiente de trabalho onde acomodados, “rodas presas” e preguiçosos são tão considerados e premiados quanto aqueles que operam com obstinação.

Sim, acredite, não somos “todos iguais”

Nesse contexto, onde os “prêmios” sempre se caracterizam como algo restrito, nada mais natural que se estabeleçam regras comuns e justas para o seu acesso.

Cria-se com isso uma espiral positiva em benefício da competitividade e da saúde econômica dos negócios. É o máximo de igualdade economicamente viável.

Em resumo: igualdade de regras.

O ponto é que na meritocracia, pouco importam a sua origem, filiação, raça, credo, onde você estudou, ou mesmo as questões de gênero.

 Em um ambiente assim, o valor vem dos resultados e da qualidade como estes foram atingidos. Obviamente não se trata de algo perfeito, mas muitos se adaptam facilmente e jamais vão querer trabalhar em um modelo diferente.

A questão é como implantar esta cultura, considerando os seus desdobramentos operacionais, e seu impacto no cotidiano de profissionais, ainda não acostumados ao processo triturador que o culto ao mérito impõe.

Vamos lá:

Elimine a retórica vazia.

Ao implantar uma cultura meritocrática seja coerente. Nada será mais importante do que o resultado e sua qualidade. O resto é o resto.

 

Tenha metas claras e exequíveis, para que possam ser distribuídas aos colaboradores.

Sem isso, não haverá parâmetros confiáveis e respeitados de avaliação.

Tudo nascerá de um planejamento detalhado, possibilitando o encadeamento de objetivos, metas e ações.

 

Crie uma política de premiação.

Ela pode ser gradual e escalonada, envolvendo desde o incremento de remuneração até a participação na sociedade.

 

O prêmio precisa ser em dinheiro

Ou no máximo com participação societária, conversível em dinheiro.

As pessoas querem enriquecer e usufruir do ganho econômico que estão proporcionando ao negócio com seus esforços.

Nada mais do que isso.

 

Cuide bem da comunicação.

Ela deve refletir um programa claro e dotado de regras cristalinas. Isso vai garantir adesão e comprometimento.

 

Dedique especial atenção ao clima interno.

Não permita que a competitividade saudável provocada pela meritocracia desague em agressividade gratuita e processos autofágicos.

Equipes precisam trabalhar com coesão e coordenação eficiente (concatenada com o planejamento do negócio). Sem isso você criará uma terra de ninguém com prejuízos imediatos à operação.

 

Tenha em mente que não se trata de um modelo perfeito.

Ele está longe de ser a prova de equívocos.

Desta forma, esteja preparado para perder alguns talentos que independentemente de sua capacidade, não estão dispostos a conviver profissionalmente em um ambiente tão duro e difícil.

 

Traga gente competente.

Os incompetentes e acomodados odeiam a meritocracia, e farão tudo o que for possível para sabotar o modelo.

(Opa, neste último item nasce a questão mais importante de todas. Então vamos dar uma atenção especial)

Atrair talentos, além de estratégico para os negócios, pode significar a diferença entre o êxito e o vinagre em um empreendimento.

Contudo, para isso acontecer, em um contexto onde a empresa conquista a atenção e o interesse dos melhores profissionais do mercado, precisamos deixar de lado as modinhas e os invencionismos corporativos.

Assim, partiremos para algo mais óbvio, elementar e efetivo, que na realidade começa no cotidiano, preferencialmente com aqueles que já foram selecionados.

Por favor, “back to the basics”, sempre.

Vamos lá:

1. As pessoas querem ser respeitadas. Elas podem ser convocadas a encarar intensas jornadas de trabalho e assumir pesadas responsabilidades, até ai tudo certo.

Mas o trato pessoal com essa gente merece e deve ser feito com cuidado. Chefes arrogantes e broncos espantam gente competente;

2. Fique atento ao comportamento dos líderes. Você os contratou, então tire as suas próprias conclusões sobre como conduzem suas equipes.

Seja implacável com sociopatas corporativos, egocêntricos e arrogantes. Mas por favor, não se contente com os manuais da boa gestão. No lugar disso atue com firmeza.

3. Não incomode seus colaboradores com mudanças permanentes. Elas muitas vezes são desnecessárias e contraproducentes.

Deixe um pouco de lado a “última novidade que surgiu no último evento a que compareceu”

Mudanças causam stress, esgotamento e descontinuidade em fluxos e processos que poderiam estar avançando com eficiência.

Só recorra a elas quando são realmente essenciais.

4. Cumpra com suas promessas relacionadas ao desenvolvimento profissional. Neste contexto trabalhe sempre com a verdade.

Não invente ou alimente ilusões. No lugar disso convide a todos a enfrentar a realidade vigente, dedicando a energia do grupo para transformá-la.

5. Não puna os erros daqueles que erraram tentando acertar. Uma atmosfera de temor só serve para atrofiar a capacidade empreendedora do grupo.

6. Evite (ou fuja) de julgamentos comportamentais. Muitas vezes eles não carregam fatos comprováveis ou evidências objetivas e específicas.

Diante deste tipo de cenário, as pessoas costumam se preocupar mais em encarnar personagens do que em realizar.

 

Boa sorte e até o próximo.

Gestão e negócios: não há mais espaço para modismos

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, em períodos de tempestade e turbulências, nada seria mais natural para gestores e empreendedor, do que um exame cuidadoso das táticas e métodos a serem adotados na estrada a ser percorrida.

Modinhas e inovações requentadas.

Em meio a modinhas e inovações requentadas de última hora, ninguém quer experimentar o fracasso (por maior que seja seu efeito didático).

É evidente que 10 entre 10 profissionais buscam o êxito nos seus empreendimentos e projetos, e neste caso fazer melhor, ou fazer diferente, pode ser justamente a peça do quebra cabeça que faltava para uma execução brilhante e singular.

Mas o tiro pode sair pela culatra.

Contudo, vale a pena observar algumas realidades.

A regra geral é a de que não há regra, a não ser o valioso e atemporal “bom senso” que é primo irmão do “senso crítico”, e primo de segundo grau da saudável desconfiança.

Desta vez faremos a nossa abordagem a partir de alguns clichês muito propalados, mas que merecem um olhar de lupa. Vejamos:

1. “Líderes induzem, mas jamais dizem o que deve ser feito”

Sim, estamos na era onde as habilidades de liderança pouco a pouco diluem as antigas capacidades dos “chefes clássicos”.

Tudo bem, mas um líder que não consegue exercer nenhum comando nos momentos críticos, ou nos pontos de inflexão, pouco vai servir para levar a cabo um projeto ou empreendimento ambicioso.

Além do mais, se todos são líderes, quem vai dizer o que deve ser feito?

Ou melhor, se ninguém disser o que deve ser feito, teremos que contar com uma organização onde as pessoas se movimentam e atuam de forma automática e em absoluta sintonia de adivinhação? Improvável.

2. “Toda inovação é bem vinda”

A afirmação é linda, e muitas vezes bate com a realidade, principalmente naqueles casos de aplicação tecnológica imediata na vida cotidiana.

Um olhar de microscópio.

No entanto, quando a inovação ocorre no mundo dos conceitos e práticas de conduta, outra vez, um olhar cuidadoso pode proteger você do desperdício de tempo e de dinheiro.

Por um simples motivo: aquilo que pode ser excepcionalmente aplicável em uma empresa, pode ser destrutivo em outra.

Práticas que tornam o trabalho mais produtivo em um organização, podem travar completamente outros ambientes.

O fato é que a singularidade produtiva de cada caso, negócio ou projeto, deve sempre nos empurrar a criticar padrões empacotados.Sem isso nos transformamos em “micos” corporativos.

(Em tempo, o nazismo foi na sua época entendido como uma inovação do pensamento político)

3. “A disciplina mata a criatividade”

Esta afirmação encampa uma bobagem tão grande, que vou abreviar o comentário sugerindo que leiam sobre a vida e a obra de Leonardo DaVinci;

4. “Depois de uma crise, colheremos anos de bonança”

De todos os clichês mais comuns, esse é um dos mais perigosos.

Ele esconde a realidade de que “a bonança” é construída com disciplina econômica, planejamento criteriosos e dever de casa feito. Ela não vai nascer do nada.

Ao enfrentarmos uma crise, sem o devido aprendizado, o que colheremos a diante será uma crise ainda pior.

5. “Larguei a vida corporativa para tocar meu próprio negócio e com isso levar uma vida mais equilibrada”.

Poucas afirmações são tão desconectadas da realidade do que essa.A não ser que o empreendedor em questão seja de mentirinha.

Empresários de verdade invariavelmente sacrificam, e muito, a vida pessoal e seu equilíbrio, em prol dos seus sonhos e projetos, colhendo no dia a dia algumas aflições, uma boa dose de ansiedade e medo

Não se pode ter tudo na vida.

E é bom esclarecer que, mesmo assim, com tudo isso, ainda preferem viver nesse redemoinho. Sim, não se pode ter tudo na vida;

6. “Investidores gostam de risco”

Afirmação falsa. Talvez isso aconteça com o investidor ficcional retratado em alguma obra cinematográfica ou da dramaturgia soft.

Investidores de verdade fogem dos riscos e das incertezas.

Porém como é impossível evita-los, aprendem a aplicar seus recursos em cenários compostos pela melhor composição de riscos/ incertezas.

Não é por outro motivo que governos muito interventores da economia e que a todo momento mudam as regras do jogo acabam por afugentá-los.

O resultado? Como sempre, “crises econômicas”.

 

Ao assumir verdades absolutas, enterramos talvez a engrenagem essencial de nossa inventividade.

Resumindo, não podemos abdicar jamais de uma máxima:

Clichês existem para serem questionados, colocados a prova, e muitas vezes derrubados.

 

Até o próximo. 

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