Domine o stress corporativo, antes que ele controle você

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, dizem que o stress é algo inevitável, e de que por outro lado pode ser benéfico.

Existem estudos antropológicos que confirmam a relação direta da evolução da humanidade com o stress, servindo como mola propulsora ao progresso e o desenvolvimento.

Mas se você não tomar cuidado, isso não vai passar de teoria barata.

O duro mesmo é dar conta disso no dia a dia.

E neste contexto, caso esteja você operando em um país com tantas dificuldades para o ambiente de negócios... bem, recomendamos cautela e caldo de galinha.

Receita que se traduz em uma cultura que envolva cuidados, prevenções e um constante alinhamento realista de perspectivas.

Desta forma, vivendo o stress de enfrentar tanto stress no cotidiano empreendedor, resolvemos destacar abaixo algumas dicas que podem ser bastante úteis.

Vamos lá:

1. Planejamento:

Não basta concebê-lo de forma tecnicamente perfeita, cuidadosa e muito bem pensada.

Ele precisa ser cumprido, e para isso, estar absolutamente alinhado com a realidade do seu negócio e do seu mecanismo de gestão.

Evitará sobressaltos, reduzirá o impacto de surpresas desagradáveis, e garantirá a solidez do seu desenvolvimento com menor desgaste emocional e melhor eficiência econômica;

2. Trabalhe com as pessoas certas.

Tente trazer para o seu entorno pessoas que carreguem no seu perfil um misto de competência, capacidade de trabalho e forte dose de bom senso.

Se esforce nessa busca, e se por um acaso ao ler isso achou que se trata de um perfil profissional pouco ambicioso, saiba que na “vida como ela é” terá dificuldades para encontrá-los.

Os outros, os perfeitos, implacáveis e imbatíveis, bom... poderão ser facilmente encontrados na literatura da auto-ajuda corporativa ou em discursos de palestrantes motivacionais, e em nenhum outro lugar (tenha certeza disso);

3. Uma empresa, uma instituição.

Fortaleça a “instituição” da sua empresa, por menor e mais enxuta que seja. A saúde dela não pode depender apenas da boa vontade e da atitude das pessoas.

Aqui, os controles internos, as métricas, e os mecanismos de gestão fazem o trabalho de proteger o negócio de seus próprios operadores, incluindo os sócios.

Esta é a linha mestra do receituário da boa governança;

4. Documentação em dia.

Mantenha a sua documentação rigorosamente em ordem e por mais chato que seja, cumpra pontualmente com as obrigações que a burocracia oficial exige.

Isso é essencial no ambiente em que estamos inseridos, onde o empresariado é desunido e não representa um bloco de pressão para conter o Estado ineficiente, bravo, caro e exigente. (Trata-se apenas de uma realidade nacional com a qual temos de lidar).

Lamentavelmente, o Estado e suas instituições de controle amam a burocracia, os carimbos, as guias e as firmas reconhecidas.

5. Cuide do caixa.

Execute uma gestão de caixa cuidadosa, precisa e relativamente conservadora.

Para isso se esforce em ter sempre a mão informações realistas e completas;

6. Seja autocrítico no planejamento.

Saiba criticar as suas próprias previsões. Neste caso maximize aquilo que pode não dar certo e minimize os êxitos esperados.

O resultado no médio e longo prazo pode surpreender positivamente.

Administre bem o tempo

Evite alguns tipos de interlocutores.

Sempre que um interlocutor tem fixação em persuadir com frases de efeito, e jogos de expressões sem muito fundamento, deve ser evitado.

Fuja dos megalômanos.

Eles raramente são atentos aos riscos e complicações que seus projetos e empreendimentos envolvem.

Por conta disso, uma parceria com esse “tipo” merece ser abortada.

Acerte no “tipo” de reunião que merece ser feita

Nelas há menos retórica e mais profundidade nos detalhes e na execução. Não há espaço para generalidades em encontros profissionais produtivos;

Modinhas de gestão

Evite, não perca tempo com elas. Até porque não vão durar mais do que um ano.

Acerte os pontos

Não caia na armadilha de evitar conversas importantes sobre remuneração e contrapartidas em uma determinada negociação ou estruturação de parcerias.

Ao protelar determinadas abordagens por conta de abordar aspectos espinhosos, você perde tempo.

Não abdique do planejamento.

Projetos sem planejamento de execução que aborde os detalhes, fatalmente trarão a perda de tempo

 

Por último, cuide da sua saúde. Não se permita ser sedentário, não se esqueça dos seus exames periódicos, não deixe de se divertir, e jamais se leve excessivamente a sério.

 

Até o próximo e boa sorte. 

Seis comportamentos para não adotar no atendimento ao cliente!

O atendimento era para ser uma ação positiva das empresas aos seus clientes. Mas a qualidade do serviço, na maioria das vezes, acaba não sendo. E, para a maior parte dos consumidores, tornou-se sinônimo de chamadas telefônicas orquestradas por músicas sem fim durante a espera pelo atendente que, logo no início do contrato, identifica que a sua solicitação é de responsabilidade do outro setor. Pronto! Começou o looping – você, consumidor, é transferido de um lado para o outro até que a conversa seja encerrada sem solução.

Alguém pode até suspeitar que as empresas passam anos montando a estratégia de como deixar o cliente aborrecido, além de concorrerem entre si ao prêmio de pior atendimento. Os comportamentos listados a seguir não garantem o primeiro lugar nesta competição. E, para evitar que isso aconteça, ofereço nossas dicas e soluções para o melhor serviço ao cliente – porque estamos, é claro, do seu lado.

1. Deixar o cliente em espera

“Espere um momento, vou transferir para quem pode ajudá-lo” Soa familiar? Talvez não fosse tão ruim se você falasse com alguém capaz de identificar a solução para o seu caso com facilidade. Mas é preciso percorrer um longo caminho – telefônico – até conseguir falar com o primeiro agente, que pode não ser o certo. E como ele deveria saber quem é o especialista para a sua solicitação?

Você vai de um lugar para o outro no mundo físico, afinal a vida não para. Já sabe, inclusive, os nomes dos filhos dos agentes, um setor te passa para o outro e, claramente, o problema persiste.

Quão bom seria se você pudesse dar uma simples explicação do que acontece e ser direcionado exatamente para o agente certo. Não é difícil saber de imediato – basta simplesmente documentar e criar um sistema adequado de encaminhamento interno de chamadas.

2. Ligar de novo? Sem chances!

“Não posso fazer nada por você neste momento. Por favor, tente de novo amanhã!”

“Mas você não pode me retornar quando tiver a resposta?”

“Não, nós não somos autorizados a fazer isso.”

Eu não estou brincando. Este é um diálogo recorrente do atendimento ao cliente – e um fascinante retrocesso tecnológico. A equipe de suporte trabalha apenas com telefones que recebem chamadas, o que deve ser muito frustante. Isto, em particular, surpreende porque, em algum momento, a empresa pode precisar se comunicar com seus clientes e, mesmo assim, ainda é o cliente que deve iniciar o contato quando, na verdade, seria tão mais fácil para a empresa enviar um breve e-mail ou entrar em contato por outros canais.

3. Colocar o cliente em espera – por um longo período

“Todos os nossos atendentes estão ocupados no momento. Por favor, aguarde na linha que logo atenderemos…”, frase repetida por inúmeras vezes, seguida pela música irritante nos próximos 30 minutos

Colocar o cliente em espera é uma das melhores maneiras para deixá-lo realmente bravo. É esperar quase que eternamente e ver a vida ser desperdiçada. É neste momento que alguém responde do outro lado da linha: Como posso ajudá-lo? – nessa hora, a insatisfação já deu lugar a um estado de fúria profunda.

Entretanto, não precisa ser assim. Com tantas opções disponíveis, o problema da espera quase que eternal poderia ser algo do passado ou, pelo menos, pouco traumático. É muito mais rápido e conveniente utilizar bate-papo, e-mail, Twitter e Facebook – inclusive, até páginas de ajuda na Internet –, do que ficar com a orelha grudada no telefone.

Afinal de contas, nós, cidadãos do mundo contemporâneo, damos preferência ao WhatsApp ou Facebook Messenger, ao invés de falar com pessoas reais no telefone. Então, por que não introduzir o princípio do Messenger através da plataforma de atendimento ao cliente? É simples: basta enviar um tweet ou mensagem via Facebook para receber a resposta em um ou dois minutos. É o adeus às chamadas que só desperdiçam tempo.

4. É culpa do sistema, ou do outro atendente – ou de ambos

“Eu falei semana passada com outro atendente – ele iria checar.”

“Tem algo estranho: não consigo achar nada no sistema – algo deu errado”

Se há algo errado, a culpa é sempre do atendente anterior. E ao analisar a rotina de trabalho, é claro que sempre tem aquele que não adiciona nenhuma observação no sistema.

A grosso modo, dizem que o sistema não está apto para tantas informações e é incapaz de guardar informações além de três dias. Muito provavelmente, nós nunca descobriremos a verdade, mesmo sabendo que ferramentas de serviço ao cliente de fácil manuseio estão disponíveis no mercado.

5. Nenhuma chamada sem deixar de contar quem é você

“Por favor, diga o seu código de cliente.”

“Mas eu acabei de falar para o seu colega.”

“Desculpe, preciso dele de novo.”

A teoria parece funcionar como um teste de inteligência rudimentar. Uma pessoa que falha ao ler repetidamente diversos números de sua última conta – os quais ultrapassam os 20 dígitos – está fora do jogo. Mesmo que passe neste teste inicial,há muito mais pela frente. Você também deve continuar a repetir o seu problema a cada novo e sucessivo atendente que aparece na chamada. O sentimento é de ser jogado de um lado para o outro, respondendo diversas perguntas, que ficam sem resposta.

Para as companhias é muito fácil utilizar um banco de dados interno em que todos os membros da equipe tenham acesso. Desse modo, os agentes de atendimento conseguem salvar todas as informações relacionadas ao cliente.

Vamos ser francos: não é muito melhor ser reconhecido pelo bom atendimento, que não precisa jogar o cliente de um lado para o outro, sem que repita a mesma informação todas as vezes?

6. Feedback honesto? Esqueça isso.

“Espero ter ajudado.”

Se fôssemos honestos, daríamos a seguinte resposta para esta afirmação: “Não, você não foi. Vou explicar porque não”. E é o que deveríamos fazer. Na verdade, existem as empresas que querem aprender com seus erros a fim de melhorar. Por que, então, raramente temos a oportunidade de dar um feedback breve, correto e honesto? Ele pode, inclusive, ser realizado facilmente por meio de um link enviado por e-mail após o atendimento.

Uma simples e importante pergunta é: “Você recomendaria a nossa empresa para outras pessoas?” Nós, os clientes, responderíamos sem delongas com as impressões positivas e negativas. Este tipo de ação nos dá voz e, ao mesmo tempo, funciona como termômetro para melhorar o que não agrada o cliente – bem como interfere nos resultados da empresa. Agora, a pergunta é: por que as empresas raramente se dão a oportunidade de receber feedback?

*Márcio Arnecke é diretor de Marketing da Zendesk para América Latina.

Compliance e gerenciamento de riscos

Está mais do que na hora de implantar

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas. Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Caro leitor, escrevo este artigo me dirigindo às pequenas e médias empresas ou startups tocadas por gente séria e competente.

Inicio então, com uma afirmação que servirá para derrubar estigmas e alguns preconceitos.

La vai:

Compliance e gerenciamento de riscos não serve – ou é essencial – apenas para grandes grupos, bancos, seguradoras ou empresas de telefonia.

Sim, ele é essencial para o êxito e segurança da sua operação, protege o caixa da empresa, o seu bolso, o bolso daqueles que acreditaram em você, e tenha certeza, muitas vezes vai garantir a sua liberdade.

Em resumo, independe de porte.

Aqui vale a pena uma passada de olhos na nova lei anticorrupção (Lei 12.846).

É verdade, trata-se de um tema complexo, assim como é complexo, árduo e arriscado gerenciar – e fazer funcionar – qualquer empreendimento digno de nota, ou que objetive alguma consideração no futuro.

Muito além dos aspectos jurídicos e regulatórios.

Programas de conformidade “compliance”, que objetivam atender a boa execução de procedimentos e políticas - em acordo a legislação e as normas setoriais – e ainda zelam pelo resultado dos negócios, são exemplos de pacotes completos de empresários e gestores que pensam longe.

Há um equivoco recorrente (inclusive em grandes grupos), quando o tema fica limitado aos aspectos legais.

A ideia aqui é oferecer uma abordagem ampla, envolvendo não somente a legislação aplicável e as normas oficiais, mas questões de performance, gerenciamento de riscos e governança.

As empresas não afundam por acaso

Se alguém duvida da importância desta amplitude, sugiro uma pesquisa sobre a mortalidade empresarial no Brasil, que não envolve apenas startups e pequenas empresas, mas também médias, e eventualmente grandes grupos que tinham tudo para se perpetuar, mas naufragaram.

E saibam, o naufrágio empresarial se assemelha muito às quedas de aviões, ou seja, nunca ocorre apenas por um ou outro erra, mas uma sequência encadeada de derrapadas, descuidos e cálculos mal feitos (quando são feitos).

Vamos descomplicar

De certa forma tudo se resume a um programa de integridade envolvendo processos, métodos, cuidados e um ajustado monitoramento daquilo que pode dar errado (riscos).

Se observarmos com cuidado, não há projeto humano que possa dispensar essa lógica.

Mentalidade

Tudo passa por uma questão de mentalidade e consciência de boa gestão. Ou seja, não se perpetua um empreendimento sem cuidadosa atenção aos detalhes.

Perpetuando empresas e negócios

Há quem deseje perpetuar seus negócios, deixar um legado, proteger seus herdeiros e não estourar as finanças com pataquadas empresariais.

Eles pensam assim:

1. Preciso ser agressivo, mas não posso desrespeitar a legislação e as normas do setor;

2. As coisas podem não acontecer como estou prevendo. Preciso me precaver;

3. Quando algo pode desandar, a grande possibilidade é que desande mesmo;

4. Eu não consigo controlar tudo, preciso de processos e procedimentos estruturados;

5. A minha equipe é muito boa, mas jamais posso encará-la como infalível;

6. Serem humanos são instáveis e suscetíveis a falhas.

 

Mas existem aqueles que não se preocupam muito com essas coisas, e no lugar de prudência adotam o otimismo. Eles pensam da seguinte forma:

1. Posso ser condescendente com algumas falhas, até porque a possibilidade de ser pego é mínima;

2. Não perder muito tempo com cuidados e procedimentos. Caso contrário vou acabar desviando o foco do processo essencialmente comercial. Que é o que realmente importa;

3. Tudo vai dar certo. Cheguei até aqui desta forma, não preciso perder tempo com essas complicações envolvendo procedimentos;

4. Na hora que os problemas acontecerem, nós resolveremos tudo;

5. Não posso ficar pensando nos problemas e falhas que podem acontecer. Isso traz um clima negativo de pessimismo para a equipe;

6. No final das contas, tidos praticam o mesmo deslize. Então está tudo cetrto.

 

Antagonismos a parte, alguns benefícios costumam ser colhidos pelas empresas que adotam programas de integridade de procedimentos e gerenciamento de riscos.

Vejamos:

1. Segurança legal e regulatória, protegendo contra punições, multas e outras consequências limitantes;

2. Eficiência operacional a partir de dinâmicas e procedimentos mais organizados;

3. Maior ganho de escala, por conta da própria eficiência operacional;

4. Otimização do relacionamento com clientes e fornecedores;

5. Quantificação de parâmetros de risco e clareza nos caminhos para o seu gerenciamento;

6. Melhor capacidade para enfrentar contingenciamentos, por conta do gerenciamento de riscos;

7. Melhor previsibilidade de performance, beneficiando o relacionamento com investidores e credores.

Por fim, uma vez ajustado o escopo e a complexidade de implantação, um bom programa de compliance pode ser útil e viável até mesmo nas menores “famílias”.

Até o próximo.

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

Empreendedorismo - não se assuste com o caos

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meu caro, antes de tudo um clichê, no mais clássico estilo lugar comum – “depois da tempestade vem a bonança”. Apropriado para o momento crítico da economia, ou fora de contexto caso o seu negócio esteja de vento em popa, o fato é que mais cedo ou mais tarde, enfrenta-se uma fase espinhosa e crítica.

A vida é assim, e nem sempre respeita a lógica.

A receita perfeita

Você fez tudo certo. Aprimorou o senso empreendedor - afinando a sua conduta a realidade que iria encontrar. E não parou por aí.

Estudou minuciosamente o mercado, concebendo um plano de negócios detalhado e factível, trouxe gente competente para tocar a guerra ao seu lado. Gerenciou as finanças com rigor e fugiu das modinhas da época.

A receita perfeita estava ali, implantada e viva no dia-a-dia da sua empresa. Logo, os prognósticos eram os melhores, muito embora você jamais tenha cedido a tentação de exagerar no otimismo. Sempre muito realista e pragmático, como são todos os bons e longevos empresários.

Em resumo, um excelente capitão dos mares, tocando o seu barco lindo e ajustado, rumo a mares conhecidos e outros nem sequer navegados, em uma história de aventuras, realização e descobertas.

Mas nem sempre dá certo

Contudo, deixando a poesia de lado, o fato é que depois de alguns meses ou semestres, os resultados não refletiram as expectativas. O fluxo de caixa entrou em declínio e o mercado não está reconhecendo a proeza da sua inovação.

O que fazer? Como reagir?

O nosso herói largará a toalha? Pendurará a chuteira? A resposta é não. Se ele for um empreendedor genuíno, enfrentará o caos.

Mas encarar o mar revolto e aportar no cais com segurança não é uma missão simples. Demanda preparação e um rosário de cuidados

Seguem aqui algumas dicas, para enfrentar o mais sombrio (ou glorioso) momento.

O front psicológico:

1. Antes de tudo, a aceitação.

Meu amigo, saiba que os números não mentem e se eles lhe informam que o seu negócio não vai bem, não discuta com a realidade crua e nua que eles trazem.

Sim o seu negócio está em declínio e isso precisa ser aceito e encarado. De frente.

2. Assuma a responsabilidade.

A liberdade de conduzir o próprio futuro, de traçar o próprio roteiro com total autonomia cobram o seu preço.

Quanto antes isso acontecer, mais rapidamente você se sentirá retomando energia para ajustar as coisas, e eventualmente, até mesmo recomeçar com a perte que restou do que construiu.

3. Não se permita abater pela percepção dos erros cometidos.

Eles são inevitáveis, você não é perfeito e é falível. Entendido isso, saiba que de nada adiantará o exercício da auto punição.

4. Retome rotinas pessoais.

Tente ir dormir mais cedo, cuide do peso, retome exercício físicos com regularidade, Aproxime-se de pessoas de confiança que estarão ao seu lado – aconteça o que acontecer.

Inclua o lazer e quem sabe um saudável hobby na sua vida. A fiinal de contas você já existia antes da sua empresa.  Com isso você vai restaurar o equilíbrio físico e psicológico tão necessários para a tomada de boas decisões e o abastecimento energético para implantá-las.

(E se não der certo? Sei lá, recomendo que procure um médico imediatamente).

 

O front prático:

1. Repense o negócio.

Ajuste produtos e/ou serviços envolvidos, estrutura de precificação, relacionamentos comerciais e estratégias de gestão e vendas.

Tente analisar o projeto a partir de um enfoque panorâmico. Depois divida suas conclusões com sócios e colaboradores de maior confiança e comprometimento

(assim você forma o seu gabinete de crise, mesmo que seja composto por apenas duas pessoas).

2. Realize ajustes no seu plano de negócios.

Lembre-se, a culpa não é do seu business plan, mas provavelmente das premissas assumidas e dos conteúdos inseridos nas variáveis da operação.

3. Enxugue a operação.

Esteja disposto a isto até o ponto do novo alinhamento estratégico-operacional.

Vai demandar decisões difíceis e situações desconfortáveis para você e para as pessoas que trabalham para você? Sim, vai, e pare de choramingar. A vida empresarial é assim mesmo.

4. Negocie com credores.

Nesta caso em particular, cuide de expor a situação com clareza, deixando claro qual é o plano de saneamento e estabilização da empresa.

Estabeleça prazos factíveis de normalização nos pagamentos.

Se você for cuidadoso nos cálculos e firme no cumprimento do que repactuou, provavelmente sairá dessa com mais credibilidade do que tinha anteriormente.

5. Aproveite o tranco para amadurecer.

Pare de se comparar a outros casos e ícones midiáticos, aprendendo que cada um tem a sua própria história e constrói a sua própria lenda.

 

Para finalizar, recobre a visão de longo prazo, deixando um pouco a pressa de lado, e aproveite mais o caminho do que a chegada.

Isso trará uma nova perspectiva, mais saudável, sólida e sustentável.

Boa sorte e até o próximo.

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

Mundo Digital e Ideologia

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, caso pensem que não há conexão no tema projetos digitais x ideologia, peço que me acompanhem até o final. Vou provar, ainda no meio do texto, que ela existe.

Tocando uma startup nos dias de hoje

Já faz algum tempo que o “empreendedorismo digital” ganha espaço nas gerações que começam a acessar o mercado de trabalho.

Não faltam motivos. Cursos, MBA’s, espaços especializados de coworking, investidores anjo disponíveis, aplicativos disponibilizados por grandes conglomerados de TI.

Além disso há toda uma cultura de apoio e incentivo (presente na mídia, no senso comum, nas palestras dos “gurus” de última hora).

Nem sempre foi assim

Na década de 90 (pouco tempo antes da popularização da web), com raras exceções, as pessoas, em sua maioria, saíam da faculdade em busca de bom emprego.

Pouquíssimos sonhavam em abrir um negócio no futuro (mas apenas em um futuro muuuito distante).

Não existia lá muito glamour em montar uma empresa logo no início da carreira. Sabe, podia pegar meio mal. Na verdade, poderia sugerir algo pretencioso demais, ambicioso demais, ou muito prematuro. Em resumo, pura ideologia, sem qualquer compromisso com a lógica.

A velha “economia digital”

Mas depois veio a economia digital, com o seu natural componente de escalabilidade, acompanhada de uma crescente legião de jovens acessando e dominando a técnica necessária para criar operações e projetos.

Fundos de investimentos parrudos e investidores anjo não menos endinheirados despejaram fortunas e projetos, desprovidos de muita clareza sobre a sua sustentação econômica.

Mas eles insistiram, afirmando que os críticos ainda estavam no mundo analógico, desatualizados, e que “de agora em diante”, nada do que se conhecia iria permanecer ou prosperar e a “revolução digital” iria provar isso.

(o equivalente a tentar convencer um produtor rural de que as pessoas não iriam mais comer)

Não deu certo.

Quebraram a cara. Em 2000 veio a bolha da internet, provando que as coisas não eram bem assim. Outra vez, pura ideologia, completamente esvaziada de qualquer fundamento.

Nesta época, falar em negócios digitais virou quase um palavrão. Era quase sinônimo de picaretagem (Olha a ideologia ai novamente).

A nova “economia digital”

O mundo digital ressurge amadurecido.

O tempo passou, com ele veio o amadurecimento a partir da simplificação e do conceito de utilidade concreta para o usuário. As ideologias (todas elas) viraram piada, e o mundo digital veio com tudo.

Na sua esteira, novos conceitos econômicos e de dinâmica político-social.

Surgiram as redes sociais com sua segmentação, a interatividade afetiva por meio de aplicativos, a economia compartilhada, e velhos (mas sólidos) serviços foram revitalizados.

A tecnologia como negócio se aliou, divorciada de ideologias, para facilitar a vida concreta e real do cliente final. Negócios antigos e até seculares ficaram livres de preconceito.  

Demandas antigas foram potencializadas. Nasceu a “uberização”.

Escapando de crenças e afirmações que não param de pé

Depois de observarmos todo esse vai e vem ideológico aplicado ao mundo dos negócios (e suas consequências), precisamos estar atentos para não cair na mesma roubada.

Neste caso, vou arrematar disponibilizando parte da experiência que venho acumulando com meus sócios, em algumas reuniões com startups e outros empreendedores em negócios mais maduros.

Desta vivência, destaco algumas afirmações que sempre acionam o sinal amarelo.

1. Empresários maduros não são capazes de empreender no contexto da nova economia digital, porque seus conceitos estão ultrapassados;

2. Jovens não darão certo como empresários porque não possuem nenhuma experiência, e por isso são incompetentes;

3. Toda inovação, que não correspondo a lógica de mercado, está fadada ao fracasso;

4. Empreendedores jovens e maduros são inconciliáveis;

5. Esqueça tudo o que já foi feito. Não serve para mais nada;

6. O usuário adora navegar em novas tecnologias;

7. Eu estou aqui para mudar o mundo de uma vez por todas;

 

8. A capacidade criativa do “ser humano” será descartável em breve, com o avanço da inteligência artificial;

9.  Nunca se inovou tanto como agora;

10. O mundo nunca será o mesmo após o impacto da minha geração;

11. Esse cara tem uma cabeça analógica, não traz nenhuma contribuição;

12. Essa pessoa é “digital” demais, provavelmente não tem experiência alguma para tocar uma oprração;

Um casamento que não dá certo

Ideologia e business não conseguem conviver por um simples motivo: trata-se de uma união que esquece a lógica.

Ela nasce de um sistema quase religioso de crenças que se distancia do mundo real, adota modismos sem fundamento, ignora fluxos de caixa, abandona a eficiência, e esquece o consumidor.

Para finalizar, a inovação não sobrevive com crenças rígidas e donos da verdade.

Até o próximo.

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

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