Meritocracia Em Sua Empresa

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, poucas vezes um conceito foi tão propalado e reconhecido em sua  capacidade geradora de benefícios.

Vacinado de modinhas de ocasião

Talvez o motivo esteja na simplicidade do seu significado, mas também pode estar no reconhecimento do óbvio ululante, e isso é muito saudável.

No frigir dos ovos, os resultados precisam aparecer, como sempre.

Afinal de contas, convenhamos, poucas coisas são menos estimulantes do que um ambiente de trabalho onde acomodados, “rodas presas” e preguiçosos são tão considerados e premiados quanto aqueles que operam com obstinação.

Sim, acredite, não somos “todos iguais”

Nesse contexto, onde os “prêmios” sempre se caracterizam como algo restrito, nada mais natural que se estabeleçam regras comuns e justas para o seu acesso.

Cria-se com isso uma espiral positiva em benefício da competitividade e da saúde econômica dos negócios. É o máximo de igualdade economicamente viável.

Em resumo: igualdade de regras.

O ponto é que na meritocracia, pouco importam a sua origem, filiação, raça, credo, onde você estudou, ou mesmo as questões de gênero.

 Em um ambiente assim, o valor vem dos resultados e da qualidade como estes foram atingidos. Obviamente não se trata de algo perfeito, mas muitos se adaptam facilmente e jamais vão querer trabalhar em um modelo diferente.

A questão é como implantar esta cultura, considerando os seus desdobramentos operacionais, e seu impacto no cotidiano de profissionais, ainda não acostumados ao processo triturador que o culto ao mérito impõe.

Vamos lá:

Elimine a retórica vazia.

Ao implantar uma cultura meritocrática seja coerente. Nada será mais importante do que o resultado e sua qualidade. O resto é o resto.

 

Tenha metas claras e exequíveis, para que possam ser distribuídas aos colaboradores.

Sem isso, não haverá parâmetros confiáveis e respeitados de avaliação.

Tudo nascerá de um planejamento detalhado, possibilitando o encadeamento de objetivos, metas e ações.

 

Crie uma política de premiação.

Ela pode ser gradual e escalonada, envolvendo desde o incremento de remuneração até a participação na sociedade.

 

O prêmio precisa ser em dinheiro

Ou no máximo com participação societária, conversível em dinheiro.

As pessoas querem enriquecer e usufruir do ganho econômico que estão proporcionando ao negócio com seus esforços.

Nada mais do que isso.

 

Cuide bem da comunicação.

Ela deve refletir um programa claro e dotado de regras cristalinas. Isso vai garantir adesão e comprometimento.

 

Dedique especial atenção ao clima interno.

Não permita que a competitividade saudável provocada pela meritocracia desague em agressividade gratuita e processos autofágicos.

Equipes precisam trabalhar com coesão e coordenação eficiente (concatenada com o planejamento do negócio). Sem isso você criará uma terra de ninguém com prejuízos imediatos à operação.

 

Tenha em mente que não se trata de um modelo perfeito.

Ele está longe de ser a prova de equívocos.

Desta forma, esteja preparado para perder alguns talentos que independentemente de sua capacidade, não estão dispostos a conviver profissionalmente em um ambiente tão duro e difícil.

 

Traga gente competente.

Os incompetentes e acomodados odeiam a meritocracia, e farão tudo o que for possível para sabotar o modelo.

(Opa, neste último item nasce a questão mais importante de todas. Então vamos dar uma atenção especial)

Atrair talentos, além de estratégico para os negócios, pode significar a diferença entre o êxito e o vinagre em um empreendimento.

Contudo, para isso acontecer, em um contexto onde a empresa conquista a atenção e o interesse dos melhores profissionais do mercado, precisamos deixar de lado as modinhas e os invencionismos corporativos.

Assim, partiremos para algo mais óbvio, elementar e efetivo, que na realidade começa no cotidiano, preferencialmente com aqueles que já foram selecionados.

Por favor, “back to the basics”, sempre.

Vamos lá:

1. As pessoas querem ser respeitadas. Elas podem ser convocadas a encarar intensas jornadas de trabalho e assumir pesadas responsabilidades, até ai tudo certo.

Mas o trato pessoal com essa gente merece e deve ser feito com cuidado. Chefes arrogantes e broncos espantam gente competente;

2. Fique atento ao comportamento dos líderes. Você os contratou, então tire as suas próprias conclusões sobre como conduzem suas equipes.

Seja implacável com sociopatas corporativos, egocêntricos e arrogantes. Mas por favor, não se contente com os manuais da boa gestão. No lugar disso atue com firmeza.

3. Não incomode seus colaboradores com mudanças permanentes. Elas muitas vezes são desnecessárias e contraproducentes.

Deixe um pouco de lado a “última novidade que surgiu no último evento a que compareceu”

Mudanças causam stress, esgotamento e descontinuidade em fluxos e processos que poderiam estar avançando com eficiência.

Só recorra a elas quando são realmente essenciais.

4. Cumpra com suas promessas relacionadas ao desenvolvimento profissional. Neste contexto trabalhe sempre com a verdade.

Não invente ou alimente ilusões. No lugar disso convide a todos a enfrentar a realidade vigente, dedicando a energia do grupo para transformá-la.

5. Não puna os erros daqueles que erraram tentando acertar. Uma atmosfera de temor só serve para atrofiar a capacidade empreendedora do grupo.

6. Evite (ou fuja) de julgamentos comportamentais. Muitas vezes eles não carregam fatos comprováveis ou evidências objetivas e específicas.

Diante deste tipo de cenário, as pessoas costumam se preocupar mais em encarnar personagens do que em realizar.

 

Boa sorte e até o próximo.

Evite a derrocada

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, em tempos crise, aperto financeiro e delações bombásticas, nada poderia ser mais prejudicial para os seus negócios, do que seguir um roteiro do desastre.

Uma rota para se evitar

Mas como a ideia aqui é fugirmos dos “lugares comuns do soft business”, no lugar de apresentarmos uma receite de bolo sobre o que fazer, optamos por expor uma rota perfeita para se evitar.

“O óbvio sempre é esquecido”

Acredite você no que desejar, mas nunca se esqueça que alguns tropeços são atemporais, e mesmo muito óbvios, são facilmente observados nos desastres empresariais.

Entre sabotagens e tiros no joelho

Tratam-se de situações muito comuns, mas uma vez toleradas, podem afetar assassinando no berço iniciativas fantásticas, inovadoras e muito viáveis.

O estabelecimento de metas impossíveis

Acredite. Eu, você, a sua e a minha equipe possuem limitações.

“Sim, é possível que sua equipe instalada num centro de startups não consiga habitar Marte neste ano.  Que chato. Quem sabe no próximo”

Para evitar que as metas e objetivos traçados não se transformem em peça de folclore, por conta do mais absoluto descrédito, estabeleça apenas aquilo que de fato possa ser realizado.

Depois disso cobre com rigor.

A contratação de analfabetos funcionais.

Sim eles existem, e eventualmente podem ser encontrados nas melhores escolas.

Algo como, um gestor financeiro não dominar as práticas da matemática financeira, desconhecer princípios contábeis ou ferramentas e modelos de gestão financeira.

Fuja disto, sem piedade.

A institucionalização da desorganização.

Não há nenhum problema em um ambiente de trabalho informal, arejado e livre dos rigores corporativos tradicionais.

Esses ambientes podem (vejam bem, podem, mas não garantem nada) propiciar um ambiente de trabalho mais produtivo.

Outra coisa é a informalidade ocasionar a perda de documentos e informações importantes ou a dificuldade para se localizar contratos.

Um escritório de contabilidade confuso.

Equivale às doenças silenciosas e aparentemente indolores que atacam os seres humanos.

É algo que vai corroendo, dia após dia.

Arrebenta com a tranquilidade fiscal , destrói os controles internos, e fragiliza o aparato administrativo financeiro até se transformar em uma batata quente onde ninguém vai querer por a mão.

Mas a sabotagem pode acontecer antes, dentro de você mesmo, por meio de algumas percepções e conceitos furados

Aqui vão alguns deles

“Mas por favor, não façam isso em casa

1.

Ao fechar o primeiro grande contrato, assuma para você mesmo que de agora em diante tudo vai dar certo e passe a gastar por conta, tendo a certeza de que muitos outros virão.

 

2.

Se você trabalhava em uma grande empresa como executivo, de forma alguma deixe de lado as comodidades de antigamente.

Jamais comece a sua pequena empresa sem uma boa secretária bilíngue. Jamais monte seu escritório em um endereço modesto com um pequeno espaço.

E não esqueça de investir pesado na decoração.

 

3.

Independentemente do porte do seu negócio ou mesmo da necessidade, trabalhe duro para adequar a sua cultura empresarial aos modismos de gestão da ocasião.

Aplique tempo e dinheiro nisso.

 

4.

Mantenha sempre um cego e exuberante otimismo, pois ser pragmático e cuidadoso representam comportamentos retrógados e conservadores.

Não peca o seu tempo avaliando os riscos, e deixe de uma vez por todas os pensamentos negativos para trás.

 

5.

Reaja com irritação, sempre que escutar um relato ou análise sobre determinado problema, que não coincida com a sua opinião.

 

6.

Peça sugestões para pessoas mais experientes sobre os problemas da empresa.

Porém, ao escutá-las, apoie apenas e exclusivamente aquelas que coincidam com suas ideias e concepções.

Elimine esse papo de senso crítico.

7.

Fortaleça e promova única e exclusivamente, os colaboradores que lhe dirijam elogios, reconhecimento, aceitação e apoio como chefe/ líder.

 

8.

No trato com seus colaboradores e ao transmitir instruções ou orientações, não seja prático ou direto.

Adote uma comunicação oblíqua, difusa, holística e rarefeita. Abandone para sempre o hábito da objetividade.

 

9.

Combata as atitudes e posicionamentos dotados de personalidade e senso crítico, promovendo sempre o “senso comum” e as “frases de efeito”.

 

10.

Não admita em nenhuma hipótese os erros que você mesmo cometeu. Isso pode enfraquecer a sua liderança.

 

11.

Desaprove com vigor aqueles que assumem os seus próprios erros, por mais honestos que sejam.

Afinal de contas o sua empresa nasceu para ser grande, e por isso mesmo é um lugar para profissionais perfeitos.

 

A lista poderia ser mais longa e de um humor ainda mais ácido, mas se conseguir evitar as situações que descrevemos, estará dando um decisivo passo para a prosperidade e solidez do seu negócio.

Boa sorte.

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

Gestão e negócios: não há mais espaço para modismos

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Meus caros, em períodos de tempestade e turbulências, nada seria mais natural para gestores e empreendedor, do que um exame cuidadoso das táticas e métodos a serem adotados na estrada a ser percorrida.

Modinhas e inovações requentadas.

Em meio a modinhas e inovações requentadas de última hora, ninguém quer experimentar o fracasso (por maior que seja seu efeito didático).

É evidente que 10 entre 10 profissionais buscam o êxito nos seus empreendimentos e projetos, e neste caso fazer melhor, ou fazer diferente, pode ser justamente a peça do quebra cabeça que faltava para uma execução brilhante e singular.

Mas o tiro pode sair pela culatra.

Contudo, vale a pena observar algumas realidades.

A regra geral é a de que não há regra, a não ser o valioso e atemporal “bom senso” que é primo irmão do “senso crítico”, e primo de segundo grau da saudável desconfiança.

Desta vez faremos a nossa abordagem a partir de alguns clichês muito propalados, mas que merecem um olhar de lupa. Vejamos:

1. “Líderes induzem, mas jamais dizem o que deve ser feito”

Sim, estamos na era onde as habilidades de liderança pouco a pouco diluem as antigas capacidades dos “chefes clássicos”.

Tudo bem, mas um líder que não consegue exercer nenhum comando nos momentos críticos, ou nos pontos de inflexão, pouco vai servir para levar a cabo um projeto ou empreendimento ambicioso.

Além do mais, se todos são líderes, quem vai dizer o que deve ser feito?

Ou melhor, se ninguém disser o que deve ser feito, teremos que contar com uma organização onde as pessoas se movimentam e atuam de forma automática e em absoluta sintonia de adivinhação? Improvável.

2. “Toda inovação é bem vinda”

A afirmação é linda, e muitas vezes bate com a realidade, principalmente naqueles casos de aplicação tecnológica imediata na vida cotidiana.

Um olhar de microscópio.

No entanto, quando a inovação ocorre no mundo dos conceitos e práticas de conduta, outra vez, um olhar cuidadoso pode proteger você do desperdício de tempo e de dinheiro.

Por um simples motivo: aquilo que pode ser excepcionalmente aplicável em uma empresa, pode ser destrutivo em outra.

Práticas que tornam o trabalho mais produtivo em um organização, podem travar completamente outros ambientes.

O fato é que a singularidade produtiva de cada caso, negócio ou projeto, deve sempre nos empurrar a criticar padrões empacotados.Sem isso nos transformamos em “micos” corporativos.

(Em tempo, o nazismo foi na sua época entendido como uma inovação do pensamento político)

3. “A disciplina mata a criatividade”

Esta afirmação encampa uma bobagem tão grande, que vou abreviar o comentário sugerindo que leiam sobre a vida e a obra de Leonardo DaVinci;

4. “Depois de uma crise, colheremos anos de bonança”

De todos os clichês mais comuns, esse é um dos mais perigosos.

Ele esconde a realidade de que “a bonança” é construída com disciplina econômica, planejamento criteriosos e dever de casa feito. Ela não vai nascer do nada.

Ao enfrentarmos uma crise, sem o devido aprendizado, o que colheremos a diante será uma crise ainda pior.

5. “Larguei a vida corporativa para tocar meu próprio negócio e com isso levar uma vida mais equilibrada”.

Poucas afirmações são tão desconectadas da realidade do que essa.A não ser que o empreendedor em questão seja de mentirinha.

Empresários de verdade invariavelmente sacrificam, e muito, a vida pessoal e seu equilíbrio, em prol dos seus sonhos e projetos, colhendo no dia a dia algumas aflições, uma boa dose de ansiedade e medo

Não se pode ter tudo na vida.

E é bom esclarecer que, mesmo assim, com tudo isso, ainda preferem viver nesse redemoinho. Sim, não se pode ter tudo na vida;

6. “Investidores gostam de risco”

Afirmação falsa. Talvez isso aconteça com o investidor ficcional retratado em alguma obra cinematográfica ou da dramaturgia soft.

Investidores de verdade fogem dos riscos e das incertezas.

Porém como é impossível evita-los, aprendem a aplicar seus recursos em cenários compostos pela melhor composição de riscos/ incertezas.

Não é por outro motivo que governos muito interventores da economia e que a todo momento mudam as regras do jogo acabam por afugentá-los.

O resultado? Como sempre, “crises econômicas”.

 

Ao assumir verdades absolutas, enterramos talvez a engrenagem essencial de nossa inventividade.

Resumindo, não podemos abdicar jamais de uma máxima:

Clichês existem para serem questionados, colocados a prova, e muitas vezes derrubados.

 

Até o próximo. 

127 anos de REPÚBLICA

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No artigo, abaixo, Luiz Bertelli, presidente do CIEE, faz um relato histórico dos anseios e do momento político que o País vivia há exatos 127 anos.

Corrupção generalizada na Corte, o povo 'assistindo bestificado' os rumos do vai e vem do poder, falta de representatividade e a procura da legitimidade dos representantes políticos. 

Pois é, mais de cem anos passaram, e cá estamos.... qual será a 'proclamação' da vez?

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"Cento e vinte sete anos depois, o País comemora nesta terça-feira (15 de novembro de 2016) a Proclamação da República – um levante político-militar, liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que impôs o fim do Segundo Império. O advento da República significou um passo importante do Brasil rumo à modernidade, em um processo que se arrastava desde as tentativas abolicionistas e culminou com a assinatura da Lei Áurea, um ano antes.

 

A crise no Império deu-se, principalmente, pelas reclamações da concentração do poder nas mãos do imperador d. Pedro II. A igreja protestava contra as interferências do monarca nos assuntos religiosos. O exército não aprovava a corrupção na Corte, uma doença que já tinha cunhos históricos naquela época. A classe média crescia nos centros urbanos e reivindicava maior participação nas decisões. Os proprietários rurais, principalmente os grandes produtores de café, desejavam mais poder político, já que detinham o econômico. Com pressões de todos os lados, o Império ruiu em 15 de novembro de 1889. Apesar da intensa luta política, não houve participação popular em torno da Proclamação da República. Relatos de época mostram que “o povo assistiu a tudo de forma bestilizada”, como contou Aristides Lobo, um jurista da época.

 

A ideia de República nasceu na Roma Antiga, quando os romanos lutavam contra o poder centralizado da monarquia. República, no latim, significa coisa pública, sistema em que o chefe de governo é escolhido por eleições. Outra característica importante dessa forma de governo é a obediência ao conjunto de leis que rege uma nação. A ideia de República está ligada à democracia e à criação de limites para os detentores do poder.

 

Para o filósofo italiano Norberto Bobbio, o fundamento de uma boa república, mais até do que as boas leis, é a virtude dos cidadãos. A noção contemporânea desse formato de governo está assentada nos princípios de ordenamento institucional, da proteção dos indivíduos contra o excesso de poder dos governantes e do caráter abrangente das leis, criadas pelos representantes do povo.

 

No feriado que marca a efeméride, fica a reflexão de que, com a República, a democracia consolida-se como regime em que o povo está representado e protegido e onde todos, sem exceção, devem ser iguais perante a lei.

 

 

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por Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

14 passos para encarar o pessimismo, sem autoajuda

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em compliance e gerenciamento de riscos.

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

Caros leitores, em tempos de pessimismo, de ressaca das euforias e de expectativas pelos duros ajustes que virão, o que nos resta?

Nos resta seguir em frente.

Sem nenhuma ironia ou receita de bolo, o foco desse texto será exclusivamente o seu entusiasmo (ou a falta dele eventualmente).

Não se engane, o cenário onde você atua (a nossa economia) poderia ser bem mais potente, mas apesar de tudo resiste, e ainda é um oceano de oportunidades.

As expectativas frustradas

Eu entendo, você esperava que nesta altura do campeonato já estaríamos caminhando em direção a uma economia moderna, rumo a maturidade. Mas as coisas não são assim tão simples meu amigo.

Não deixam de ser expectativas legítimas, mas tão irreais quanto.

Não estou defendendo aqui a alienação, ou a acomodação. Porém uma outra realidade precisa ser considerada.

Um mundo de oportunidades e coisas para serem feitas.

Em uma vida econômica tão disfuncional como a nossa, sobram oportunidades para o destaque, para o prodígio.

Sim, isso mesmo, individual, nada de coletivo. Sugiro (ao menos por um tempo) uma pausa na “ditadura do politicamente correto”.

Você nasceu, ganhou uma única vida para viver, e ela vai se encerrar, talvez em menos tempo do que você espera.

Portanto, para quem não tem tempo a perder, e se cansou do ideário “bonitinho” e cosmético dos últimos tempos, destaco abaixo uma coletânea de conceitos para não somarmos com a multidão de insatisfeitos – que nada fazem para romper o ciclo do desastre.

1. A vida é darwiniana (em países em desenvolvimento é darwiniana ao quadrado).

Assuma desde já, e sem frescuras, essa realidade. Encare desde já o campo de batalha tal como ele se apresenta e pare de divagar;

2. Não gaste mais do que a sua receita.

Isso é difícil? É quase impossível?

Problema seu. Caso não consiga colocar essa fórmula em prática, saiba que fracassará;

3. Desenvolva uma visão de fundo, em ampla perspectiva.

Isso é essencial, mas não caia na armadilha de negligenciar os detalhes. É ali, no universo das pequenas coisas, que um projeto encontra a sua morte;

4. Não se importe com a arrogância ou a pretensão alheia.

A maioria das pessoas que você encontra em salas de reuniões e encontros de negócios não tem soluções para nada.

Pouquíssimos conseguem planejar ou implementar algo concretamente. Vivemos em uma era onde a retórica alimenta a retórica;

5. Não tente agradar a todos.

Deixe para lá essa história de querer ser “o cara legal” .

Sim você colecionará inimigos e críticos (grande coisa). Nuca de esqueça que um homem sem inimigos é também um homem sem valor. Faz parte do jogo, pare de choramingar.

6. Caso deseje ser socialmente atuante, pondere alguns aspectos.

Não, não espere ler aqui uma recomendação pautada na onda do politicamente corretismo.

Organize a resistência ao estatismo brasileiro; que mata a nossa produtividade, burocratiza a vida empresarial, e se intromete cada vez mais na sua vida privada.

Este status quo quer controlar o que você pensa ou diz, mas negligencia com incompetência persistente as principais atividades e responsabilidades de um aparelho estatal decente.

Nada traria melhor resultado para o bem estar social do que atenuar esse estado de coisas.

7. Assuma que as pedras do caminho surgirão.

Se deseja mesmo garantir um lugar ao sol, deve estar preparado para persistir, e prosseguir, com o que lhe restou de confiança e recursos por um bom período, antes de ver a luz ao final do túnel.

8. Seja original, sem ser iludido.

Saiba reproduzir de forma rentável e aplicável aquilo que de alguma forma já funciona.

Aos poucos construa o seu espaço próprio, os seus conceitos, o seu produto ou serviço.

9. Cultive a sua personalidade.

Saiba fugir do senso comum e, convicto de seus argumentos, tenha a coragem de pensar por conta própria e defender leoninamente suas crenças,

Sem se preocupar em ser aceito ou com “narizes torcidos”, mas por favor, sem perder o senso crítico.

O espaço para o empreendedorismo de palco está se esgotando.

10. Lide com a descrença.

Se deseja inovar, esteja preparado para toda a desconfiança que surgirá ao seu redor.

Mas não seja bobinho, e mantenha ao menos um pé e se possível a metade do outro também, firmes no chão;

11. Priorize a realização.

O que significa em termos empresariais, obviamente, construir algo que se sustente em termos econômicos.

Contudo, menos preocupado com os ganhos financeiros imediatos que podem migrar para o seu bolso.

Ao mesmo tempo, não se esqueça jamais, que o objetivo primordial de um empreendimento é remunerar o capital dos seus sócios.

Resumo da ópera: menos imediatismo = resultados mais sólidos.

12.Não se apegue aos modismos de gestão.

Desenvolva um estilo próprio, sem se importar com o aval dos “especialistas”.

Caso conclua que em determinado momento ou estágio é necessário ser controlador e centralizador, simplesmente haja como tal e ponto final.

Deixe os modismos ou “a última onda” para os teóricos do capitalismo

13.Não perca tanto tempo na busca de reconhecimento

Isso raramente acontecerá, e saiba desde já que erguer um negócio lucrativo e inovador, que confronta padrões pré-estabelecidos e conceitos vigentes, trará desafetos, inimigos, detratores e muitas críticas antes de dar certo.

14. Não se torne um alienado iletrado.

Permaneça em contato com o noticiário (político e econômico).

Não se esqueça, são nos labirintos do poder público que a sua vida é decidida em um país tão estatal como o Brasil;

Até o próximo.

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

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