7 passos para planejar 2014

Dicas

7 passos para planejar 2014

Por *Renato Maggieri

 

O ano de 2013 está chegando ao fim! Para muitos empresários o mês de dezembro é melhor em vendas no ano, mas independente disso e seja como for o resultado, é tempo de planejar 2014.

 

Planejar é um dos mais importantes comportamentos empreendedores e, ao mesmo tempo, um dos comportamentos mais negligenciados pelos empresários.  Nós, os latino-americanos não fomos educados e treinados para planejar, por isso, preferimos executar sem planejamento, assumindo um alto risco de não ser bem sucedidos.

 

Já os orientais, por sua cultura e educação, usam a maior parte do tempo disponível para uma tarefa, planejando resultados e atividades, e uma porcentagem menor do tempo as executando. Eles ainda reservam uma parte do tempo para checar se tudo ocorreu de acordo com o planejado, antes do prazo final.

 

Na contramão deste comportamento, aqueles que não planejam, planejam pouco ou mal, gastam a maior parte do tempo executando tarefas, atrasam o prazo de entrega e depois perdem uma quantidade significativa de tempo, dinheiro e retrabalho, reparando os erros na execução.

 

O que queremos para 2014?

 

Hoje temos a oportunidade de decidir se vamos planejar o ano com metas, objetivos e resultados ou se ficaremos o tempo todo apagando os incêndios – que a falta de planejamento certamente acarretará.

 

Mas, como não fomos adequadamente treinados para planejar, muitas vezes não sabemos como fazer. Diante disso, descrevo um passo a passo simples e objetivo, para fazermos um bom planejamento para 2014.

 

1º Passo – Definir onde queremos chegar

Escrever o objetivo da seguinte forma: verbo no tempo futuro + objetivos desafiadores + até quando.

Exemplos: vamos faturar R$ 960 mil, 25% mais que 2013, até 31/12/2014. Atender 25% do nosso mercado até 30/09/2014.

Se não definirmos onde queremos chegar, qualquer lugar que chegarmos estará bom.

 

2º Passo – Analisar o ambiente interno

Reconhecer quais são nossos pontos fortes e fracos, o que precisamos melhorar e definir como agir em relação a eles.  Nesta análise também é muito importante identificar as oportunidades e ameaças que o ano de 2014 trará. Com isso, estaremos prontos para enfrentá-las. 

 

3º Passo – Analisar o ambiente externo

Estudar o mercado, os clientes, os concorrentes, os preços, os impostos, os fornecedores, enfim, tudo o que se refere ao seu negócio, seja nas linhas de receitas ou despesas. Um planejamento bem feito não apresenta um negócio como se não houvesse concorrentes, terceiros, parceiros e outros jogadores.

 

4º Passo – Definir metas

A partir das análises dos ambientes interno e externo e do grande objetivo que mostra aonde chegar, definir metas de grupo e individuais e também para períodos menores.

Exemplos: meta de faturamento do mês de janeiro/14 – R$ 80 mil; meta de prospecção de novos clientes em março/14 – 8 novos clientes; meta de faturamento de cada vendedor do setor – R$ 20 mil.

 

5º Passo – Planejar como atingir metas

Após as metas estarem definidas, basta determinar quais passos são necessários para o seu atingimento. Mais uma vez será preciso dividir os objetivos em unidades de tempo ainda menores e de forma mais individualizada.

Exemplos: meta de venda do Henrique em cada semana de janeiro/14 – R$ 5 mil; meta de prospecção de clientes na cidade de Indaiatuba – 2 clientes.

 

6º Passo – Monitorar a performance sistematicamente

Estabelecidas as metas - bem como os responsáveis por atingi-las - é de suma importância monitorar e encorajar a equipe. Creio que monitorar seja até mais importante do que estabelecê-la, pois uma meta que não é acompanhada bem de perto, cai no descrédito tanto daquele que a estabelece, quanto do responsável pelo seu atingimento.

De forma prática o empresário, ao final de cada período, deve ter uma breve reunião com aquele que recebeu a meta. O objetivo é apurar o quanto já foi alcançado e o quanto ainda falta para o atingimento.

 

7º Passo – Bonificar equipe e celebrar os resultados

Quanto mais gente está envolvida em um objetivo mais fácil é atingi-lo. Portanto, envolver a equipe é um dos grandes segredos do sucesso.

E qual é a melhor forma de envolver a equipe?

Dividindo os resultados positivos, por meio de uma política de bônus e da prática de elogiar, reconhecer e celebrar com aqueles que contribuíram com o atingimento das metas e resultados.

 

Planejando agora e seguindo os sete passos, certamente teremos um 2014 mais tranquilo, pelo fato de se trabalhar preventivamente de forma a evitar os sobressaltos. 

 

 

*Renato Maggieri é palestrante, consultor de negócios e apaixonado por empreendedorismo e decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem seus lucros. Em quatro anos, já atendeu aproximadamente 100 empresas deste perfil, dentro um programa nacional de empreendedorismo, dando a oportunidade a cada vez mais empresários de criarem e manterem um negócio de sucesso. Possui dois títulos MBA – em Gestão Empresarial, pela FGV e Executive Seminars, pelo Rockford College – e tem grande experiência no trabalho com diversos segmentos e portes, que lhe garantiu conhecimento das causas de problemas e soluções comuns dos empresários

 

As características dos empreendedores de ocasião

Plataforma Brasil

 

As características dos empreendedores de ocasião

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

Antes de tudo uma definição: Empreendedor de ocasião é o sujeito que está empresário. Algo circunstancial, sem muita ou nenhuma convicção, geralmente de olho no elenco de vantagens e benefícios de se tornar dono do seu próprio tempo e nariz.

Empreendedores de ocasião tocam seus negócios atolados em saudosismos corporativos. As fofocas de corredor, os joguinhos políticos, a competição pela competição, o 13º salário, as férias remuneradas.

Evidentemente que não existe nenhum demérito em ser empregado em uma empresa. Eu mesmo fui durante um bom tempo, e posso afirmar que o aprendizado que obtive não tem preço. Mas assim como a vida de empresário, a vida de um executivo competente exige características próprias, e estômago (haja estômago).

Tudo passa por uma questão de perfil. Conheço muitas pessoas que não enxergam o menor prazer em correr os riscos que um negócio próprio oferece, e isso precisa ser respeitado. Da mesma forma, conheço muita gente que sonha em abandonar seus empregos para tocarem empreendimentos próprios, e que detestam viver sob a liderança de alguém. Há ainda aqueles que atuam como executivos, mas tentam a todo custo e sacrifício, empreender dentro dos seus próprios empregos.

O problema ocorre quando há a incompatibilidade de perfis, ou seja: Executivos convictos, mas ocasionalmente tentando se transformar em empresários, ou empreendedores fanáticos, mas desprovidos dos seus negócios, cumprindo rotinas corporativas.

Pensando nisso montamos uma lista de auto-análise, para ajudar na identificação dos sintomas do empreendedor de ocasião, que podem (ou não) estar gritando dentro de você.

Vamos lá:

1) Você detesta a ideia de gastar significativamente menos do que ganha, para com isso formar um capital de segurança;

2) Os jogos políticos corporativos fazem falta ao seu cotidiano;

3) A sensação de exercer poder e liderança sobre pessoas e equipes é algo de extrema relevância para a sua satisfação profissional;

4) Lhe incomoda a ideia de persistir em um projeto por vários anos, movido por crença realista, sonho e responsabilidade assumida;

5) A relativa estabilidade que um emprego formal oferece, são de grande importância para a sua saúde psicológica profissional;

6) Benefícios incorporados ao seu pacote de remuneração e recompensa, tais como : carro; reembolso escolar para seus filhos e outros agregados de comodidade, são fundamentais para o seu equilíbrio financeiro;

7) Seus estímulos profissionais são em grande parte alimentados pela perspectiva de mudança recorrente de missão, desafios e responsabilidades.

8) Você sofre com longas jornadas de trabalho solitário, sem colegas para lhe acompanhar no almoço ou para escutar o desabafo de suas aflições.

Vou concluir com uma frase, das mais batidas e comuns, mas apropriada como poucas para encerrar esse texto: “Felizes são aqueles que sabem reconhecer suas limitações”

Boa sorte, e boas escolhas.

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Não há limites para os modismos corporativos

Modismos Corporativos

 

Não há limites para os modismos corporativos

 

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

 

Caro leitor, esse artigo tem uma história toda própria. Eu observava pela janela de casa, ainda acordando, a manhã nublada que se anunciava pela janela, com uma imensa dúvida sobre o que escrever, e os dedos coçando para fazer esse texto, mas sem saber que caminho adotar.

Quem escreve é assim mesmo, se expressa pelo seu texto, mas não pode ser qualquer texto, qualquer coisa. Nada mais que caprichos, assumo, mas em seu benefício, tenha certeza.

E no meio dessa dúvida, fui salvo por uma notícia postada no Twitter. Li uma vez, depois outra sem acreditar no que estava ali afirmado. Exatamente assim: “Pessoas que gostam de rock resultam em melhores líderes, pois são mais antenadas, afirma especialista em recrutamento e seleção”.

O susto me acordou de vez, afastando a natural indisposição de uma noite de pouquíssimas horas de sono, para em seguida trazer o alívio: aqui está, pensei, é sobre isso que escreverei.

Me arrumei rapidamente, organizando na cabeça as ideias que estruturariam o texto (como essa historinha por exemplo). Em vinte minutos cheguei ao escritório, e agora estou aqui pensando na “ciência” que deve embasar essa afirmativa.

Fiquei imaginando não sem conter algumas risadas, no candidato a cargo executivo preocupado em ser aceito para a vaga, mas apreciador de música clássica, ou quem sabe de uma boa MPB, porém com o discurso pronto para convencer o entrevistador de sua familiaridade com a guitarra, ou da forma como se sente livre para inovar quando escuta alguns “hits” antológicos dos anos setenta.

Pensei também no entrevistador, que na verdade gosta de samba e não perde a oportunidade de comprar CD’s raros de bossa nova, com ar compenetrado e analítico, tomando nota para reportar aos superiores de que o líder que estavam procurando pode estar ali, bem na frente dele, afinal: “Ele gosta de rock, logo é mais antenado, logo tem mais capacidade de liderança”.

Depois da historinha e da cena cômica da entrevista, só me restam alguns questionamentos que divido com vocês: Onde vamos chegar com isso? É razoável que um processo de contratação seja ancorado em um bobajal dessa magnitude?

Evidentemente que não tenho nada contra o gênero musical “rock”, do qual confesso gostar bastante, mas pessoas “antenadas” são forjadas por curiosidade intelectual, por cultura geral, por conhecimento do processo histórico, com farta e diversificada leitura, por não alienação, por coragem em pensar por conta própria, pela fuga aos “lugares comuns”.

Contratar profissionais executivos é atividade séria, e de alto risco. Não pode estar sujeito a superficialidades, ou a modinhas de ocasião. Trata-se de um processo importantíssimo que não pode estar ancorado em preconceitos comportamentais desse tamanho.

Precisamos de empresas fortes, de verdade. Para isso, precisamos de especialistas e profissionais embasados e sólidos.

Precisamos com urgência fugir e renegar esse teatro sem sentido, que não atrai nem líderes, nem bons técnicos, e muito menos gente séria e comprometida.

 

Forma atores, isso sim, e bons roteiros teatrais.

 

Até o próximo.

 

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Publicidade moderna: evolução no sentido da mesmice

Publicidade e Propaganda

 

 

 

 

Publicidade moderna: evolução no sentido da mesmice

 

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

 Por: Carlos Jenezi, especialista em marketing e desenvolvimento de produtos, e articulista da Plataforma Brasil Editorial,

 

Mesmo correndo o risco de ser tachado de saudosista me arrisco a dizer que sou de um tempo em que a publicidade brasileira tinha nome e sobrenome. Eram os bons tempos de Dualibi, Petit e Zaragoza da DPZ, de Duda Mendonça e depois Nizan Guanaes da DM9, de Washington Olivetto e sua W/Brasil, de Julio Ribeiro e sua Talent, e até do atual showman Justus e seu antigo parceiro Fisher da Fisher & Justus. Não sou apenas do tempo dos nomes que se conheciam, mas do tempo em que as propagandas faziam história e marcavam época. Época de esperar ansiosamente o momento em que aquele dito “comercial” espetacular fosse passar novamente (acreditem, na época não existia YouTube). Foram momentos e personagens como esses que me fizeram escolher minha pretensa futura profissão em 1996, ano em que com recém completados 18 anos entrei no curso de Publicidade e Propaganda na FAAP.

 

De lá pra cá muitas coisas mudaram, tanto na minha vida profissional quanto na publicidade brasileira. Eu não me tornei verdadeiramente um publicitário e acabei migrando para o marketing. Mas mudança profunda mesmo ocorreu com a publicidade no Brasil. As grandes agências dos grandes publicitários foram vendidas ou incorporadas por grandes grupos internacionais. A criatividade, Santo Graal da publicidade antiga, deu lugar ao resultado máximo com o risco mínimo, uma espécie de “produtividade criativa” que nunca consegui entender perfeitamente. Sempre digo que publicitários, mesmo os diretores de arte, não são artistas, são homens de negócios. Muitos são artistas frustrados, é verdade, mas a partir do momento que entram em uma agência de publicidade e passam a lidar com verbas milionárias de um cliente, a verve artística do sujeito deve ficar do lado de fora da porta. Será?

 

Convencer um sujeito a comprar um produto em apenas uma frase, uma imagem, não é algo simples. Fazer isso através de ferramentas subjetivas como encantamento, identificação, humor ou paixão, torna o processo ainda mais espinhoso. E justamente ai que encontramos a grande encruzilhada da publicidade moderna.  A publicidade como ferramenta de negócios não tem na criatividade um fator intrínseco, mas fruto de uma necessidade de mercado, uma obrigação de diferenciação perante concorrentes numerosos, espaços reduzidos e atenção do consumidor cada vez mais dispersa. Se analisarmos anúncios de 50, 60 anos atrás, veremos textos longos, rebuscados e altamente explicativos. Ao longo dos anos passamos a ver anúncios que muitas vezes se resumiram a uma pequena imagem em uma página branca de revista. A “seleção natural” da propaganda ao longo dos anos nos levou à publicidade como a conhecemos nos dias de hoje.  E justamente nesse ponto, a história começa a mudar novamente.        

 

Seguindo o processo natural de evolução (ainda que nem sempre no sentido da melhora) , chegamos a um ponto em que a criatividade tem dado lugar à segurança, uma busca sem precedentes por garantia de retorno do investimento. É bastante óbvio que os anunciantes esperem que seus investimentos em publicidade e propaganda se revertam em resultados concretos, da mesma forma que é bastante claro para profissionais de publicidade que estes devam ser atingidos. A questão é: será que a busca por segurança não está matando o que de melhor se tem a oferecer nessa área?

 

Analisando a atual estrutura das grandes agências possivelmente encontraremos áreas de pesquisa, planejamento e mídia, mais influentes que as de criação (será que ainda existem?). Não ouso me classificar como um especialista em publicidade, mas como profissional de marketing e consumidor, sinto falta nos dias de hoje da ousadia, do impacto, do encantamento. Claro que as exceções existem e vez ou outra nos deparamos com peças publicitárias que nos fazem lembrar dos velhos tempos, mas a sensação que fica é que hoje não passam de exceções. O tempo dos grandes publicitários se foi pra sempre, estamos agora na época das grandes equipes, dos grandes times, dos grandes grupos. Mas o tempo da criatividade, esse não deveria passar jamais. 

 

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