Publicidade moderna: evolução no sentido da mesmice

Publicidade e Propaganda

 

 

 

 

Publicidade moderna: evolução no sentido da mesmice

 

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

 Por: Carlos Jenezi, especialista em marketing e desenvolvimento de produtos, e articulista da Plataforma Brasil Editorial,

 

Mesmo correndo o risco de ser tachado de saudosista me arrisco a dizer que sou de um tempo em que a publicidade brasileira tinha nome e sobrenome. Eram os bons tempos de Dualibi, Petit e Zaragoza da DPZ, de Duda Mendonça e depois Nizan Guanaes da DM9, de Washington Olivetto e sua W/Brasil, de Julio Ribeiro e sua Talent, e até do atual showman Justus e seu antigo parceiro Fisher da Fisher & Justus. Não sou apenas do tempo dos nomes que se conheciam, mas do tempo em que as propagandas faziam história e marcavam época. Época de esperar ansiosamente o momento em que aquele dito “comercial” espetacular fosse passar novamente (acreditem, na época não existia YouTube). Foram momentos e personagens como esses que me fizeram escolher minha pretensa futura profissão em 1996, ano em que com recém completados 18 anos entrei no curso de Publicidade e Propaganda na FAAP.

 

De lá pra cá muitas coisas mudaram, tanto na minha vida profissional quanto na publicidade brasileira. Eu não me tornei verdadeiramente um publicitário e acabei migrando para o marketing. Mas mudança profunda mesmo ocorreu com a publicidade no Brasil. As grandes agências dos grandes publicitários foram vendidas ou incorporadas por grandes grupos internacionais. A criatividade, Santo Graal da publicidade antiga, deu lugar ao resultado máximo com o risco mínimo, uma espécie de “produtividade criativa” que nunca consegui entender perfeitamente. Sempre digo que publicitários, mesmo os diretores de arte, não são artistas, são homens de negócios. Muitos são artistas frustrados, é verdade, mas a partir do momento que entram em uma agência de publicidade e passam a lidar com verbas milionárias de um cliente, a verve artística do sujeito deve ficar do lado de fora da porta. Será?

 

Convencer um sujeito a comprar um produto em apenas uma frase, uma imagem, não é algo simples. Fazer isso através de ferramentas subjetivas como encantamento, identificação, humor ou paixão, torna o processo ainda mais espinhoso. E justamente ai que encontramos a grande encruzilhada da publicidade moderna.  A publicidade como ferramenta de negócios não tem na criatividade um fator intrínseco, mas fruto de uma necessidade de mercado, uma obrigação de diferenciação perante concorrentes numerosos, espaços reduzidos e atenção do consumidor cada vez mais dispersa. Se analisarmos anúncios de 50, 60 anos atrás, veremos textos longos, rebuscados e altamente explicativos. Ao longo dos anos passamos a ver anúncios que muitas vezes se resumiram a uma pequena imagem em uma página branca de revista. A “seleção natural” da propaganda ao longo dos anos nos levou à publicidade como a conhecemos nos dias de hoje.  E justamente nesse ponto, a história começa a mudar novamente.        

 

Seguindo o processo natural de evolução (ainda que nem sempre no sentido da melhora) , chegamos a um ponto em que a criatividade tem dado lugar à segurança, uma busca sem precedentes por garantia de retorno do investimento. É bastante óbvio que os anunciantes esperem que seus investimentos em publicidade e propaganda se revertam em resultados concretos, da mesma forma que é bastante claro para profissionais de publicidade que estes devam ser atingidos. A questão é: será que a busca por segurança não está matando o que de melhor se tem a oferecer nessa área?

 

Analisando a atual estrutura das grandes agências possivelmente encontraremos áreas de pesquisa, planejamento e mídia, mais influentes que as de criação (será que ainda existem?). Não ouso me classificar como um especialista em publicidade, mas como profissional de marketing e consumidor, sinto falta nos dias de hoje da ousadia, do impacto, do encantamento. Claro que as exceções existem e vez ou outra nos deparamos com peças publicitárias que nos fazem lembrar dos velhos tempos, mas a sensação que fica é que hoje não passam de exceções. O tempo dos grandes publicitários se foi pra sempre, estamos agora na época das grandes equipes, dos grandes times, dos grandes grupos. Mas o tempo da criatividade, esse não deveria passar jamais. 

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

 

 

 

 

 

Práticas que sustentam uma força comercial respeitável

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Práticas que sustentam uma força comercial respeitável

 

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

 

Caros leitores, não obstante a importância do processo de inovação e desenvolvimento, que em conjunto com a força empreendedora de uma liderança empresarial e sua capacidade de gestão, compõe o DNA de um modelo de negócio sólido e competitivo, o fato é que se ao final do dia as vendas não aparecerem, lamentavelmente, podemos afirmar com segurança que de pouco adiantou tanto empenho.

 

Mas junto com essa conclusão, vem à consequência devastadora de que todo o resultado originado na capacidade de empreender, gerir e gerar produtos e serviços competitivos, provavelmente serão diluídos diante de um faturamento frustrante, por um único e óbvio motivo: nada disso se sustenta sem investimentos, e estes se fundamentam ou em sobras de caixa originadas em robusto faturamento ou na atratividade de sócios de risco que por sua vez, apenas se interessarão no negócio caso se comprove sua viabilidade econômica, e esta como sabemos não existe sem o êxito comercial.

 

Em resumo, não há negócio que resista a um desempenho comercial medíocre.

 

Conscientes disso, destacamos abaixo um conjunto de práticas que mais do que fortalecer o seu esforço de vendas, certamente protegerá a solidez do seu negócio.

 

Vamos lá:

 

1. Não divorcie a sua área comercial da produção ou da área técnica. A troca de informações garante tanto os amadurecimentos de todos os profissionais envolvidos, como um discurso de vendas convincente e assertivo;

 

2. Forme vendedores, bons negociantes e consultores de negócios (chame-os como desejar) mas evite formar atores da vida corporativa com frases feitas e decoradas do senso comum, causando desconfiança e sono durante as reuniões;

 

3. Implante um modelo meritocrático que puna os incompetentes e acomodados, mantenha os que lutaram e se esforçaram sem muitos resultados e prestigie os poucos que efetivamente atingiram os resultados esperados.

 

4. Trabalhe com um programa realista de metas. Essa história de exigir 100 quando na verdade se deseja 70 não funciona, liquida com o crédito da direção da empresa e torna o sistema de metas em uma piada que ninguém consegue levar a sério.

 

5. Crie programas de incentivos, eles são muito úteis, e como prêmio distribua dinheiro, e ponto final.

 

6. Não permita que sua equipe necessite de programas motivacionais para se manter na ofensiva comercial. No lugar disso invista no amadurecimento profissional que é o que permite que o indivíduo de auto motive, mas por outro lado não trabalhe no sentido oposto tornando a vida dele um inferno.

 

7. Desburocratize internamente o processo comercial, já chega a burocracia regulatória na qual as empresas vivem. Você não precisa importá-la.

 

8. Cobre a cultura da boa organização e da disciplina com informações. Estes são diferenciais raros de se encontrar e garantem o sucesso em casos de vendas complexas.

 

Por último pontuo que uma equipe comercial competente geralmente é gerida por dirigentes competentes e comprometidos. Sem essa parceria, não há resultado que se sustente.

 

Boa sorte e até o próximo.

 

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Sobre lidar com os riscos e escapar de roubadas totalmente evitáveis

 

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Sobre lidar com os riscos e escapar de roubadas totalmente evitáveis

 

Este artigo é patrocinado pela Plataforma Brasil, uma butique especializada em projetos de investimentos e estruturações estratégicas.

 

Por: Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial

 

Caros leitores, deixando o eterno “lugar comum” de lado, de que correr riscos é parte integrante de uma vida normal e de que nada podemos fazer para eliminá-los totalmente, poucas atividades oferecem mais riscos do que o livre empreendedorismo. E aqui é o momento para soterrar outro clichê, o de que empresários e investidores  adoram o risco e o frio na espinha que eles proporcionam. Mentira em estado bruto.

 

Empreendedores gostam de construir, dar vida a ideias e concretizar sonhos, mas se possível com o mínimo de risco.

 

Contudo eles são inevitáveis, mas com alguma sensibilidade, pé no chão, e boa dose de senso crítico e de realidade, podemos potencializar a nossa capacidade de prever e consequentemente pular fora de algumas roubadas bem cabeludas.

 

Seguem algumas dicas que podem ajudar:

 

1. Redobre a atenção diante de parceiros, sócios ou colaboradores (fornecedores incluídos) acometidos por excesso de otimismo;

 

2. Sinal amarelo quando os detalhes não estão sendo considerados ou recebendo a devida atenção. É ali que o capeta atua e ele não perdoa os distraídos;

 

3. Ao conceber um planejamento, monte mais de um cenário pessimista. O absoluto cumprimento de prazos planejados é praticamente uma raridade, e como geralmente sua execução não depende apenas de você (e muitas vezes nem da sua empresa e colaboradores) encare o panorama mais conservador como o mais provável. Ainda assim ocorrerão furos;

 

4. No âmbito financeiro, trabalhe com a formação de reservas. Desde o início treine e reforce esta cultura. Você frustrará os imprevistos e dormirá mais tranquilo. Mas isso é impossível sem sacrifício, contenção e disciplina;

 

5. Cenários econômicos são instáveis, mas nesse momento surge o “senso comum” para atrapalhar o discernimento com suas trombetas de euforia. Fique surdo para elas e espere por momentos difíceis no horizonte. O contrário pode ser adotado quando as trombetas silenciarem;

 

6. Calibre as suas expectativas em relação às pessoas. Colaboradores, novos sócios e parceiros em geral, levam o dobro do tempo esperado para jogar no auge de suas capacidades. O “fora da curva” existe, mas é raro uma andorinha fazer verão;

 

7. Nunca deixe a percepção da bonança tomar conta dos espíritos da sua equipe.

Ela sempre é efêmera e traiçoeira.

 

8. Gerencie o fluxo de caixa, assim como um piloto observa e lê seus instrumentos. Qualquer passo em falso, pode trazer uma montanha para o curto prazo.

 

9. Deixe o blá blá blá politicamente correto de lado, e crie barreiras tecnológicas, de processos e de mercado para os seus concorrentes. Eles vão odiar, mas você não está em um concurso de simpatia;

 

10. Evitar riscos pode ser recomendável, mas muitas vezes não corrê-los será ainda mais perigoso. Coragem e ímpeto são fundamentais para o empreendedor, mas o que devemos evitar sempre é a burrice.

 

11. Sim, nem tudo vai dar certo. Acostume-se com isso. Trata-se de pura gestão de expectativas.

 

Até o próximo e boa sorte.

 

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