A Hora de Abandona a CLT

 

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

 

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

 

Este texto é destinado para aquelas pessoas que não suportam mais o ambiente corporativo.

 

Você revira os olhos ao ser chamado para mais uma reunião de avaliação de desempenho “360°?

 

Sente náuseas ao escutar que a “pró-atividade disruptiva” é o novo mote para os próximos cinco anos da empresa?

 

Algo sério pode estar acontecendo.

 

 

 

Talvez aqui não seja mais o meu lugar

 

 

 

Neste contexto, você já não suporta mais obedecer. Sim, assuma. Você quer mandar! Quer ser o dono da história. O condutor. (por favor, ao menos aqui, deixe de ser politicamente correto).

 

 

 

É importante perceber esse processo, mas isso não basta para resolver o problema.

 

Antes da transformação ocorrer, além de um projeto viável, você precisará do mínimo de recursos para tirá-lo do papel.

 

E além disso, contar com algum meio de sobrevivência até que a nova empresa comece a gerar resultados.

 

 

 

Haverá frustações, tenha certeza disso

 

 

 

Muitas vezes, o tempo de distância entre a concepção da ideia (ou decisão de ser seu próprio chefe) e sua realização, pode superar as suas mais pessimistas expectativas.

 

Desta forma, independentemente da batalha que vai enfrentar para reunir os meios necessários e amadurecer o projeto, alguma preparação pode ser colocada em prática imediatamente.

 

Então, para cair na ação, e fugir do lero lero, vamos dividir a abordagem em dois tópicos:

 

“Planejamento em 9 atos”, para garantir um avanço sólido rumo aos seus objetivos, e

 

“Empreendedorismo suicida” onde apresentamos o típico comportamento a ser evitado. Justamente aquele que pode fazer você invejar uma CLT assinada antes do primeiro ano pós emprego.

 

 

 

Em meio a isso tudo, por favor, evite fazer um curso de empreendedorismo onde o professor nunca conseguiu fazer um único carrinho de pipoca dar certo, ok?

 

 

 

Vamos lá:

 

 

 

Planejando em 9 atos

 

Ato 1.

 

Fique atento a todas as oportunidades, informações e contatos que de alguma forma podem contribuir com o seu projeto;

 

Ato 2.

 

 Faça uma lista organizada dessas informações e “insights”;

 

Ato 3.

 

Observe na própria empresa onde trabalha, se não existem oportunidades de negócios para ex-funcionários;

 

Fique de olho no seu networking

 

Ato 4.

 

Tenha atenção especial com a sua rede de relacionamentos, ali podem estar presentes algumas soluções, oportunidades e até ameaças.

 

Ato 5.

 

Se tiver alguém em vista para ser seu sócio ou parceiro estratégico, observe-o de longe.

 

Seja prudente enquanto permanecer na canoa corporativa

 

Ato 6.

 

No ambiente corporativo, evite comentar sobre os seus projetos. Isso pode atrair enorme resistência, ativar desafetos e até abreviar a sua permanência em uma fase na qual não pode prescindir do emprego.

 

Ato 7.

 

Faça tudo para ficar fora do jogo político corporativo. Ele toma tempo e geralmente não traz nenhuma contribuição.

 

Ato 8.

 

Seja disciplinado e organizado com os horários. Com isso poderá contar com mais tempo livre para se dedicar a sua ideia.

 

Economize, sempre.

 

Ato 9.

 

Aprenda a guardar dinheiro, e comece a montar um colchão de segurança. Se possível viva com menos do que você ganha.

 

 

 

Empreendedorismo suicida

 

No meio do caminho, caso esteja se sentindo excessivamente confiante, cuidado. É hora de sentar e respirar fundo

 

Ative o seu senso crítico no último volume.

 

A derrocada empreendedora pode ser trágica se alguns cuidados não forem tomados, e se alguns perigos não forem temidos e identificados.

 

Obviamente não se trata de algo para destemidos, mas antes para corajosos – justamente por aprenderem a lidar com o medo ao reconhecerem sobre o quanto são falíveis e frágeis.

 

Caso contrário, a sua história pode se transformar em mais um case para as estatísticas da mortalidade empresarial no Brasil.

 

Logo, entenda que o empreendedor suicida reúne DNA todo próprio, e fácil de encontrar por aí:

 

1.Caldo de convicções excessivas;

 

2.Apego doentio ao negócio ou projeto, e

 

3.Cegueira diante da realidade.

 

 

 

O resultado é o de seguir práticas absolutamente destrutivas

 

Vejamos como ficam, caso fossem recomendadas.

 

(aqui vale ler em voz alta)

 

 

 

1. Confiança patológica

 

“Não seja apenas confiante diante dos desafios e eventuais adversidades.No lugar dessa postura tão tímida, simplesmente acredite ser absolutamente invencível.”

 

2. Ele rejeita o “capital” e sua lógica de rentabilidade e retorno

 

“O quanto antes sepulte o conceito de que a empresa e os investimentos servem primordialmente para remunerar o risco dos investidores e empreendedores.”

 

3. Ama os modismos corporativos

 

“Mergulhe de cabeça nos modismos corporativos. Principalmente se os mesmos forem concebidos por “mentes brilhantes” repousadas em cabeças de especialistas que jamais empreenderam na vida.”

 

4. Trata em segundo plano as questões formais e documentais

 

“Em um ambiente de negócios pouco burocrático como o brasileiro, isso certamente será a chave para a sustentação empresarial.”

 

5. Abandona a modéstia

 

“Maximize a sua avaliação e o julgamento diante dos êxitos potencias do seu empreendimento e minimize os riscos.”

 

6. Renega a importância do dinheiro

 

“Opere com um planejamento financeiro capenga e gaste mais do que ganha.”

 

7. Dilapida o seu patrimônio pessoal

 

“Será excelente não poder contar com nada, caso o seu negócio não se prove viável.”

 

 

 

Por fim é bom não esquecermos que o empreendedorismo não é tarefa para qualquer um. Traz desafios e perigos, mas vale a pena, desde que seja assumido como um estilo de vida.

 

Até o próximo.

 

A Plataforma Brasil Editorial atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação

 

Não Assuste os Investidores!

 

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

 

Caro leitor, sabemos como é difícil construir a credibilidade, e de como é fácil obter o descrédito.

 

Mas nem sempre é algo tão singelo.

 

É fácil perder a confiança alheia

 

 

 

Assim como acidentes de avião acontecem a partir de uma sucessão de erros, o afastamento de potenciais investidores ocorre a partir de um processo.

 

Pode ser um processo complexo, mas nele destacamos dois marcos essenciais:

 

O Plano de Negócios e o seu Comportamento.

 

 

 

O Plano de Negócios

 

Imagine um documento que precisa convencer sem nenhuma retórica, ancorado apenas na lógica e na solidez dos argumentos.

 

Agora imagine a antítese disso. É assim que abordaremos o tema. No lugar de uma receita de bolo sobre como elaborá-lo, vamos mostrar tudo o que não deve ser feito.

 

Vamos lá:

 

1. Ocupe um imenso espaço do conteúdo com informações subjetivas, retóricas e de entendimento abstrato do negócio;

 

2. Não apresente uma tese clara de investimentos, explicitando objetivos e destinos claros, e nem se preocupe em detalhar o empenho deste capital pretendido;

 

3. Preocupe-se em conceber um material extenso, com muitas e muitas folhas de papel, sem nem mesmo reservar um breve espaço a um resumo conciso e executivo do negócio.

 

Sim analistas dispõe de todo o tempo do mundo para avaliar uma incógnita;

 

4. Não esclareça com bom detalhamento as memórias de cálculo;

 

5. Não apresente um claro estudo de viabilidade econômico-financeiro;

 

6. Projete apenas por um único ano, no lugar de 5, 6 ou mais anos;

 

7. Não se preocupe em abordar sobre as possíveis estratégias de saída de um potencial investidor;

 

8. Não apresente as taxas internas de retorno;

 

9. Não posicione o negócio no contexto que envolva concorrentes, mercados e segmentações;

 

10. Conceba uma modelagem financeira engessada que não permita a formatação de novos e adversos cenários;

 

11. Dedique um bom espaço para a retórica politicamente correta nas empresas.

 

Investidores adoram isso.

 

 

 

O seu Comportamento

 

Já presenciei inúmeras apresentações, onde empreendedores de startups de alto potencial e negócios bem estabelecidos, simplesmente não consideravam a possibilidade de fracasso nas suas operações.

 

Para eles nada iria sair errado, e pela primeira vez na história um planejamento seria concretizado sem nenhum atraso ou furo.

 

Confiança demais não rima com ganhar dinheiro

 

Nessas situações, quem realiza a apresentação faz malabarismos para irradiar um otimismo contagiante.

 

Excesso de otimismo afasta gente inteligente.

 

Mas a audiência na verdade está apavorada.

 

Ela é cética, fria e experiente, e composta por analistas treinados a encarar o “não” como algo tão importante e lucrativo como o “sim”.

 

O fato é que se trata de um momento muito importante para ser desperdiçado.

 

Então, reunimos aqui algumas dicas (desta vez, para serem seguidas):

 

 

 

Otimismo ou pessimismo não combinam com capacidade para lidar com as adversidades

 

Analistas de investimentos não querem tratar com otimistas ou pessimistas irremediáveis.

 

A experiência dessa gente ensina que onde existe uma mínima possibilidade de algo dar errado, é justamente o que vai acontecer.

 

Já empreendedores capazes, transmitem a ponderada ideia de que muito embora sejam cientes do enorme desafio e dos prováveis imprevistos, possuem as habilidades necessária para navegar em segurança.

 

Uma postura transmite cegueira, a outra lucidez. 

 

Não esconda os problemas e as suas próprias dúvidas

 

Nada confere maior credibilidade, do que a verdade nua e crua exposta sem maquiagens, aliada a uma postura conscientemente crítica, sobre o projeto que se pretende desenvolver.

 

Clareza, transparência, objetividade e profundidade

 

Fuja do “bobajal” corporativo. Analistas detestam essas inutilidades.

 

Coloque-se no lugar do seu interlocutor

 

Investidores sentem falta de diálogos e interlocuções, onde sejam compreendidos em suas responsabilidades como gestores de recursos de terceiros

 

 

 

Entenda. Eles precisam prestar contas por suas decisões e vão responder pelos fracassos.

 

 

 

Portanto, analisar um empreendimento que carrega transparência nas informações, sem dúvida alguma causará grande conforto.

 

 

 

Por fim, Lembre-se sempre. Apresentar uma possibilidade de investimentos não se trata de um exercício de convencimento, é antes de tudo um exercício de análise e julgamento.

 

 

 

Boa sorte e até o próximo.

 

 

Conheça o DNA de uma negociação confiável

 

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

 

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

 

Meus caros, ao longo da trajetória, somos obrigados por conta do ofício, a estabelecer e conduzir processos de negociação com um universo de contatos, para as mais diversas finalidades.

 

Não se iluda, você sempre estará negociando com alguém

 

Muitas destas interlocuções são mais simples e facilmente administráveis. É fato.

 

Mas em outros casos, navegamos muitas vezes em um oceano de complexidades e complicações naturais à atividade empreendedora.

 

O seu tempo é escasso. Então, não jogue conversa fora com quem não merece ser levado a sério.

 

Nestes casos, uma eficiente condução negocial depende não apenas de nossas competências, mas da habilidade, da solidez e da clareza de propósitos da outra parte.

 

Sendo assim, administrar e dosar o nosso empenho, configura-se como o cuidado fundamental para evitar o desperdício de tempo e energia, sempre tão escassos e caros.

 

Para que isso ocorra de forma eficiente, nos permitindo avaliar em qual conversa, negociação ou transação nos aplicaremos em profundidade, devemos avaliar com critério - antes que seja tarde demais - o nosso próprio interlocutor (a outra parte).

 

Você sabe identificar quando está perdendo tempo nas suas negociações?

 

Compreendendo que a perda de tempo, ou de eficiência, pode ser fruto tanto do perfil do seu interlocutor, como de suas eventuais deficiências, preparamos um breve plano de voo.

 

Negociações confiáveis e produtivas não ocorrem por acaso.

 

Nele destacamos alguns posicionamentos para identificar e garantir uma transação ou negociação confiável e produtiva.

 

Vamos lá:

 

Identificando uma conversa séria e potencialmente produtiva

 

 

 

 

 

 

 

1. Os objetivos.

 

Em conversas sérias, o objetivos estão postos de forma clara, colocados com franqueza, de forma simples e direta;

 

 

 

2. As condições.

 

As condições são propostas de forma específica, consistente e equilibrada;

 

 

 

3. Transparência.

 

Há sempre uma boa dose de transparência.

 

É óbvio que dificilmente será absoluta, mas em interlocuções que merecem o nosso dispêndio de tempo e energia, uma boa dose de abertura estará presente;

 

 

 

4. Receios e incômodos.

 

Os receios e incômodos são expostos de forma direta, sem rodeios;

 

 

 

5. Shows retóricos.

 

Em conversas sérias, não se perde tempo tentando impressionar;

 

 

 

6. Boa vontade.

 

Existe paciência e o efetivo empenho da mútua compreensão;

 

 

 

7. Formalização.

 

A demanda por termos formais, envolvendo não apenas as questões da confidencialidade, mas protocolos intermediários que antecedam a documentação ou o acordo definitivo;

 

Em um cenário de stress máximo, é só o que será considerado (já na presença de advogados constituídos, naturalmente);

 

 

 

8. Detalhes.

 

O esclarecimento e a atenção aos detalhes, sem nenhum constrangimento em expor eventuais desconhecimentos;

 

 

 

9. O empenho com as dúvidas e questionamentos da outra parte.

 

A dedicação em esclarecer dúvidas, por mais simples e aparentemente insignificantes que possam parecer;

 

 

 

10. Disciplina.

 

A disciplina em cumprir com os passos prometidos ao longo do processo de negociação;

 

Isso envolve: envio de minutas contratuais, modelos esquemáticos explicativos; exposições estruturadas; e-mails elucidativos e telefonemas.

 

 

 

11. Solavancos.

 

A ausência de mudanças bruscas e conceituais, não demandadas ou negociadas;

 

 

 

12. Coerência.

 

A coerência mantida ao longo do processo, mantendo os vínculos com as bases da negociação, seus parâmetros e modelos;

 

 

 

13. Tomadores de decisão.

 

A presença e participação direta dos principais tomadores de decisão;

 

 

 

14. A razão sempre presente.

 

 A manutenção da racionalidade e a contenção de demonstrações essencialmente emocionais;

 

 

 

15. Cordialidade.

 

O bom trato, ao longo de todo o processo, mesmo nos momentos mais estressantes;

 

 

 

16. Senso ético.

 

O rigor e o cuidado para que todas as tratativas e proposições naveguem sempre dentro da margem da legalidade, evitando movimentos suspeitos ou irregulares.

 

 

 

Garantindo a eficiência no processo.

 

 

 

1

 

Tempo delimitado.

 

Qualquer interlocução precisa contar com tempo para iniciar e se encerrar;

 

 

 

2

 

Parâmetros e objetividade.

 

Ao receber uma exposição que nitidamente não conta com dados e posições objetivas e específicas, conduza a conversa para que tais parâmetros sejam expostos o mais breve possível;

 

 

 

3

 

Preparação.

 

Antes de participar de uma reunião, presencial ou não, prepare-se. Reúna as informações das quais dispões e liste tudo o que precisa saber;

 

 

 

4

 

Questões essenciais.

 

Diante de projetos e situações mais complexas, tente sempre obter respostas para as algumas questões.

 

O que será feito?

 

Quem fará?

 

De que forma será feito?

 

Qual é o prazo considerado?

 

Quanto custará?

 

Como será o processo de aprovação?

 

Existe um estudo de viabilidade?

 

Quais são os piores riscos possíveis?

 

Qual é a probabilidade real de ocorrência dos riscos?

 

Quais seriam as medidas de gestão dos riscos envolvidos?

 

 

 

5

 

Reuniões longas.

 

Evite reuniões cujo período ultrapasse uma hora e meia;

 

 

 

6

 

Esgote o assunto antes de se deslocar para uma reunião.

 

Antes de agendar ou de firmar compromissos com novas reuniões, tente explorar o assunto ao máximo utilizando o e-mail, e breves ligações telefônicas;

 

 

 

7

 

Registros.

 

Mantenha um registro de todas as conversas importantes que estabelecer;

 

 

 

8

 

Ouça.

 

Escute tudo sem interromper, para em seguida despejar o seu arsenal de perguntas;

 

 

 

9

 

Conduza com simplicidade.

 

Reestruture as conversas que tragam novas denominações técnicas que na verdade rebatizam outras expressões com as quais você já estava familiarizado;

 

Atue para simplificar ao máximo o entendimento.

 

 

 

Boa sorte, tenha sempre o máximo cuidado ao avaliar com quem está negociando, e até o próximo.

 

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Não Conte com Poderes Especiais!

 

Seja apenas um bom empresário

 

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

 

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

 

Meus caros, sabemos que o empreendedorismo é uma atividade de fé.

 

De crença em uma ideia fundamentada, de um estado de espírito.

 

É também conhecida a elevada dosagem de auto confiança e coragem necessárias para se tocar um negócio, com todos os riscos e perigos envolvidos.

 

Empreendedorismo é suto-confiança e coragem (Mas não exagere, por favor)

 

Requer muita análise, desprendimento, e mão na massa.

 

Mas não é só isso. Exige a cabeça firme, acoplada ao pescoço, e os pés devidamente plantados no chão.

 

Em resumo, exigirá sempre um ingrediente fundamental (e raro): bom senso.

 

É ele que vai transmitir confiança e tranquilidade a sócios, parceiros, banqueiros, colaboradores e investidores.

 

Sem ele, você poderá até escutar gracejos admirados diante da sua coragem em enfrentar perigos, mas também observará que não moverão uma única palha na direção dos seus propósitos.

 

Ser detentor de crédito, é algo maior do que capacidade de pagamento.

 

Seja confiável!

 

Passa pelo conceito de “ser confiável”, pelo respeito profissional construído por meio da sua capacidade de analisar e assumir riscos possíveis, calculada e cuidadosamente.

 

Entenda de uma vez por todas, você não é um super-herói.

 

Um empreendedor que acredita ser um super-herói acaba por se tornar um radical, cuja cegueira diante dos abismos o empurra para a inadimplência, ao descumprimento de contratos, à derrocada financeira.

 

De toda forma, saiba que mesmo percebendo que raciocina como um radical, o mais importante é que na hora de agir, o bom sendo seja recuperado, e os pés não saiam do chão evitando decolagens desastrosas.

 

Sendo assim, observe as dicas abaixo e fuja desta armadilha:

 

 

 

 

 

Não se engane!

 

Diante do inevitável, da realidade nua e crua, não se engane, enfrente os problemas com clareza e objetividade.

 

 

 

“Stop Loss” Coloque limites! 

 

Estabeleça claramente a reserva de recursos pessoais que serão aportadas no seu negócio, colocando os devidos limites para que em caso de insucesso, o seu patrimônio pessoal não vire pó.

 

 

 

Encare a realidade!

 

Não negue a realidade, por mais dura que ela seja. Só o fato de reconhecê-la adequadamente e de forma lúcida, já é o suficiente para evitar o pânico entre credores, parceiros e investidores.

 

 

 

Não se leve tão a sério!

 

Acredite em você e na sua ideia ou projeto, mas evite levar-se tão a sério. Faça a uma auto crítica recorrentemente.

 

 

 

Respeite, aprenda e cresça com os mais experientes!

 

Não descarte a experiência de empresários dotados de maior vivência, e que estão tentando alertá-lo. Antes de tampar os ouvidos, escute e analise.

 

Se for o caso jogue os conselhos no lixo, caso contrário, agradeça e mude de rota.

 

 

 

Diga não aos modismos e as invencionices de gestão!

 

Evite modismos de ocasião. Seja sólido e tenha personalidade. Você não precisa seguir modelos enlatados.

 

Fuja dos teóricos do capitalismo (Tipo: professores de empreendedorismo que nunca montaram uma carrocinha de pipoca bem sucedida).

 

 

 

Desculpem-me “politicamente corretos”, o propósito essencial de uma empresa é geral rentabilidade aos seus investidores (o resto vem depois)!

 

Nunca se esqueça de que uma empresa precisa gerar lucro e trazer o seu merecido prêmio financeiro.

 

Se esse não é o foco principal monte uma ONG, um movimento, um partido político, ou qualquer outra coisa que não seja uma empresa.

 

 

 

Preserve o seu ceticismo

 

Por mais que se sinta confiante, preserve o mínimo de ceticismo, sobre os outros e sobre você também.

 

 

 

Reconheça seus erros sem constrangimentos!

 

Não fique constrangido ao reconhecer erros e mudar de rota, por mais que tenha sustentado o contrário.

 

Seja honesto com você mesmo, seus propósitos, e com as pessoas que estão apostando no seu sonho.   

 

 

 

Se necessário caia fora!

 

Se for o caso, saiba a hora certa de cair fora e encerrar temporariamente o seu sonho.

 

Em seguida avalie os erros e recomece mais experiente.

 

Boa sorte.

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Proteja-se da Síndrome do Bunker Sitiado

 

Este artigo é patrocinado pela CC3 uma butique especializada em garantia de performance e gerenciamento de riscos.

 

Por: Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial

 

Meus caros, comecemos por alguns esclarecimentos.

 

O que é a Síndrome do Bunker Sitiado?

 

Para quem não conhece o sentido da expressão, basta um exercício de extrapolação pessoal.

 

Tente imaginar num contexto onde após vivenciar o apogeu (ou ao menos pretensamente, e apenas na sua cabeça), tenha de encarar a queda, a casca de banana da qual não consegue escapar, ou a aniquilação humilhante.

 

Adicione a este cenário, que o seu entorno seja formado por assessores que amam dizer aquilo que você quer (e exige) escutar.

 

Talvez porque você os intimide, e exista um temor de suas reações.

 

Ou é possível que não tenham nenhum compromisso com o negócio/ operação, mas preocupam-se única e exclusivamente com a própria remuneração. (o que inclui remuneração variável não necessariamente atrelada a solidez da empresa, mas com situações pontuais).

 

E é também provável que embora muito bem remunerados, simplesmente não tenham capacidade para formular soluções reais e concretas.

 

Há a possibilidade de que estejam desprovidos de imaginação e opiniões próprias, com origem na capacidade profissional. E neste caso sejam abundantes as receitas de bolo – geralmente extraídas do “lugar comum” corporativo, suas revistas, seus eventos tomados de inteligência.

 

E neste caso, as reações são previsíveis.  

 

Você passa a receber aconselhamento absolutamente incompatível com a realidade.

 

Pior do que isso, sem ninguém para dizer a verdade, o empreendedor ou líder (detesto a expressão líder. É um típico eufemismo corporativo barato), passa a navegar em voo cego.

 

Sem parâmetros ancorados ao mundo real, sem noção sobre os obstáculos que virão, e eventualmente orientado apenas pela maluquice da sua própria mente solitária e “magnânima”.

 

Deste estágio, para acreditar em caminhos e saídas que jamais se concretizarão, há o intervalo de alguns poucos metros.

 

Pronto, está criado o “set” perfeito para o ‘Bunker Sitiado”.

 

Em resumo, uma dinâmica retroalimentada de tiros no pé. Sem nenhuma boa alma para interromper o tranco.

 

O “Bunker Sitiado” e a história

 

Historiadores investigativos afirmam que Hitler, sitiado em seu esconderijo secreto (bunker), com os soviéticos pintando e bordando nos arredores de Berlim e esmagando a cidade - reunido com seu estado maior mais fiel, entoava frases de efeito e auto motivadoras.

 

Convocava a todos com o seu feroz bigodinho, para recuperar o ânimo e retomar a ofensiva para tentar vencer a guerra de uma vez por todas.

 

Dizem que lampião “o rei do cangaço” cercado pelas tropas federais, e quase aniquilado pela fome e pela sede, comparava-se a Antônio Conselheiro e ordenava diretivas para o contra-ataque “rumo a vitória”, que jamais veio.

 

A realidade sempre se impõe. O segredo é saber reconhecê-la a tempo.

 

É dos efeitos desta “síndrome” que alguns grandes empresários e líderes políticos (acompanhados por equipes fiéis) provam ao se depararem com a parede sólida e áspera da realidade.

 

Não seja uma vítima da síndrome.

 

Não se engane, a síndrome do Bunker Sitiado estará sempre a espreita. Mas qual é a vacina?

 

O velho “bom senso” pode ajudar muito.

 

Contudo, essa resposta pode ser genérica demais.

 

Convido então para detalharmos algumas atitudes que podem nos manter longe do Bunker.

 

 

 

Desconfie

 

1) dos aplausos;

 

2) de resultados fáceis e de processos “blindados de complicações”;

 

3) de gente que desconsidera os cuidados, ou daqueles que detestam precauções;

 

4) de qualquer tentativa para impressionar;

 

5) dos megalomaníacos;

 

6) de gente que se considera invencível;

 

7) quando escuta apenas aquilo que gostaria (ou aceita) escutar.

 

 

 

Contrate bem

 

1) Evite contratar aduladores;

 

2) Fuja dos performáticos;

 

3) Não aceite almofadinhas corporativos na sua equipe. Não ofereça espaço pela aparência, ou outras superficialidades;

 

4) Trabalhe com gente competente e corajosa;

 

5) Selecione pessoas com personalidade, e que não vão se intimidar pelo seu poder. Eles são sempre a melhor contribuição.

 

 

 

Cuide de suas emoções (elas podem custar caro)

 

1) Resolva-se. Não desconte suas frustações pessoais na empresa ou nos seus colaboradores;

 

2) Não crie um personagem de você mesmo. Se não cuidar disso, quando menos esperar, não estará mais no escritório, mas em um palco repleto de personagens;

 

3) Gerencie a própria ansiedade. Ela pode ser o seu maior inimigo.

 

4) Controle a raiva e os ataques de impaciência.

 

 Para encerrar, recomendo que seja sempre permeável ao senso crítico. É justamente ele que vai salvá-lo quando cair no Bunker sem perceber.

 

Até o próximo.

 

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